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domingo, 25 de julho de 2010

RODEIO DE VACARIA E SEMANA CRIOULA DE BAGÉ

Introdução

Pode-se dizer que esta história de tradicionalismo é recente, pois foi em 47, no pós-guerra, que surgiu o Movimento Tradicionalista Gaúcho, o qual impulsionou várias formas de expressão que queriam preservar a cultura dos pampas, entre elas os conhecidos Rodeios ou Festas Campeiras. Conheça um pouco desta história. Você sabe o que é um Rodeio? Não me refiro àquelas festas campeiras com tiro de laço e outras atrações. Rodeio, antigamente, era o lugar onde os homens do campo reuniam o gado a fim de marcar, medicar, contar, etc. Cada propriedade poderia ter um ou mais rodeios, dependendo do seu tamanho. Esses lugares recebiam o nome de uma sanga ou rio que ficasse ali perto, ou mesmo de uma pessoa, ou até da pelagem do gado, por exemplo, Rodeio Colorado; o gado que se juntava naquele rodeio era de pelagem colorada. Nesta época, as atividades campeiras eram o laço, o pealo (laçar o boi pelas patas) e outras lides rotineiras necessárias para o trabalho. Mas aí veio o progresso e a necessidade de expandir os negócios, de produzir mais em menos tempo. A mangueira veio facilitar o trabalho daqueles homens. Mas o importante é que estas atividades foram ficando raras. Nascia então, coletivamente e simultaneamente, em vários pontos do Rio Grande, um sentimento de preservar aquela riqueza cultural. Em Bagé, surgiu a Semana Crioula realizada na Sociedade Rural. Nos Campos de Cima da Serra, o Rodeio de Vacaria. Este último, hoje, é um dos maiores rodeios do Rio Grande do Sul e, por isto, acontece somente de dois em dois anos. Alguns jornais, guardados no arquivo do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore – IGTF comentam que a Semana Crioula de Bagé era organizada por estanceiros da região que, segundo os jornalistas, tinham pouco interesse em divulgá-la a um público muito grande. Há inclusive uma matéria que diz que o repórter do jornal, procurando saber onde estava acontecendo o evento, foi perguntar no hotel da cidade e nem lá conseguiu a informação. Não havia indicações na cidade do local do acontecimento. Havia uma grande rixa entre os organizadores da Festa Campeira de Bagé e o Rodeio de Vacaria. Para eles a palavra rodeio não expressava tudo que uma verdadeira Festa Campeira englobava, pois rodeio era somente o lugar de reunir o gado no campo. A fronteira argumentava que este evento era totalmente voltado a fazer algumas pessoas ganharem dinheiro, uma comercialização da nossa cultura, quase uma banalização. Tomara que isto seja coisa do passado. Não venho aqui defender um ou outro evento, pois cada região encontrou a sua maneira de preservar as nossas tradições. Esta “briga” de quem faz melhor ou mais certo não tem sentido de existir. Somos todos gaúchos e adoramos nossa cultura. Quem sai ganhando é o público que pode prestigiar duas maneiras, tão diferentes de expressão da cultura gaúcha.

Na Semana Crioula Internacional tem-se as provas campeiras, basicamente masculinas, e que atraem cavaleiros de todo Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. A Semana Crioula é um evento que vai além das duas modalidades de provas e apresentações. Como vem muita gente de fora, é montado um acampamento com barracas no Parque de Exposições e também a "Cidade de Lona", para a realização de atividades artísticas. Toda uma estrutura de alimentação é montada, além de virem expositores de todo tipo de produtos, para aproveitar a grande movimentação de pessoas no local. Concurso de Culinária Campeira, Artesanato, Esquila a martelo, e shows também são parte integrante e importante da Semana Crioula. À noite, ocorrem apresentações com os principais nomes da música tradicionalista gaúcha, cantores e grupos nativistas da região, além de bailes”,

texto do site da Rural de Bagé.

Se tiver a oportunidade não perca esta festa. O Rodeio de Vacaria também é uma grande oportunidade de participar e assistir as lides do campo, ver shows com artistas gaúchos, saborear a culinária campeira e muito mais. Este evento atrai pessoas de todo o Estado e é muito bem organizado. Alguns grupos organizam cavalgadas que saem dias antes de começar o rodeio e chegam à cavalo no local. Se você tiver a chance de se juntar a um grupo destes não pense duas vezes. Cavalgar por dias a fio é um exercício para o corpo e para a mente, em todos os sentidos.[1]


[1]Maria Cecília Marzullo. DATA: 03/11/2004. http://inema.com.br/mat/idmat032532.htm.

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