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terça-feira, 3 de agosto de 2010

HISTÓRICO SOBRE A ÁGUA POTÁVEL EM BAGÉ

CLAUDIO ANTUNES BOUCINHA

Introdução
Quando começou e onde começou a se tomar água potável em Bagé? Pode-se especular sobre as águas dos arroios, das sangas, caçimbas, dos açudes e dos poços artesianos cavados na superfície da terra. Seria interessante fazer uma lista desses pontos que tradicionalmente serviram para fornecer água potável para a população local.
Uma das primeiras referências, do ponto de vista histórico, em Bagé, de água potável, seria a região denominada de "Olhos D'água", "riquíssima em água potável", especialmente a "expressiva vertente da região existente até hoje(2003) nos campos que pertenceram ao Sr. Osório Machado e atual propriedade da sucessão Sérgio Greiner". (MATTOS, Eron Vaz. Aqui! Memorial em Olhos D'água: Ensaio Etnográfico. Bagé: edição do autor, 2003, pp. 3-4).


1827
Na guerra "Cisplatina" de 1825, foi a povoação de São Sebastião de Bagé, "duas vezes" invadida pelo exército "uruguaio-argentino", ao mando do General Dom Carlos Alvear, que "praticou as maiores depredações, levando as alfaias da pequena igreja, inutilizando vandalicamente os livros paroquiais de assentamentos e arrebanhando", das fazendas da povoação, "mais de 100.000 reses". O exercito de Alvear foi dividido em três colunas, ficando Lavalleja, em Bagé, com os batalhões 2º , 3º e 5º (Diccionario Encyclopedico Hispano Americano de Litteratura , Sciencias e Artes. Citado por REIS, 1911, p. 6). ( REIS, Jorge. Apontamentos Históricos e Estatísticos de Bagé. Bagé: Typ. Do Jornal do Povo, 1911).
Em 1827, em relatos sobre a povoação que começava nos Cerros de Bagé, ficava evidenciado a presença de arroios, condição sem a qual não poderia sustentar vida na região.
Estudo de Tarcísio Antônio Costa Taborda, publicado no CORREIO DO POVO, de 13/07/1968, transcreve três impressões a seguir, todas elas de oficiais do Exército argentino, por ocasião em que tropas do General Alvear ocuparam Bagé, em 1827.
1-JOSÉ PINTO DEL PINO, ajudante do general Alvear: “ Bagé está situada em uma colina belíssima, que domina grandes vales. Cinco ou seis arroios descem dos cerros que lhe servem de abrigo e tributam suas águas ao Rio Negro. Os arredores são deliciosos e a povoação é toda de pedra. As casas são construídas e mobiliadas com gosto, mas estão vazias, pois só três famílias se encontram aqui. Havia grandes armazéns pertencentes ao Estado e abarrotados de farinha, cachaça, biscoito, fumo, etc. Tudo foi repartido para a tropa, assim como gêneros de todas as classes, como açúcar e outros mil artigos”. (Citado pelo ALMANAQUE DO CORREIO DO POVO, 1969, p. 242).
2-TOMÁS DE IRIARTE, chefe da artilharia argentina: “ A perspectiva da povoação é muito agradável. Há muitas casas de lindo aspecto, não só por sua arquitetura, como por seu asseio: todas são de telhado e construídas segundo o estilo antigo brasileiro. Seus armazéns e lojas estavam perfeitamente sortidos: em nossa campanha (platina) não se encontram povoações que fazem cômoda a vida do campo, e é porque na província do Rio Grande, a população vive melhor que nestes países. A este respeito nos levam uma vantagem de cem anos: a cultura está muito mais adiantada. Os habitantes estão melhor alojados, vestem e comem melhor que entre nós”. (Citado pelo ALMANAQUE DO CORREIO DO POVO, 1969, p. 242).
3-FREDERICO DE BRANDSEN, herói das guerras napoleônicas: “ Esta pequena vila, de 70 a 80 casas, está situada sobre o planalto de um cerro, dominando em quatro ou cinco partes, cercado de um fosso mal cavado, e que se pode saltar a pé, facilmente. Arrodea de norte a sul, e nessa parte de sul a oeste, um arroio que se engrossa com uma infinidade de braços que nascem das gargantas dos cerros que levam o mesmo nome da vila. É suscetível de uma excelente defesa, ainda no estado imperfeito de suas mal traçadas obras e, somente ajudado pela natureza do terreno um destacamento de 20 homens e algumas peças de artilharia, poderiam dificultar a passagem de todo o nosso pequeno exército. Os habitantes haviam fugido, abandonando suas casas e suas fortunas. As casas são bem fabricadas e respiram em geral, em todas elas, a civilização, as douçuras e comodidades que se procuram”.( Citado pelo ALMANAQUE DO CORREIO DO POVO, 1969, p. 242).


Abastecimento de Água
Na Cidade de Bagé, em 1854
Sem indicar fontes, Harry Rotermund indicou algumas evidências do abastecimento de água na cidade de Bagé: Em Janeiro de 1854, tiveram início as obras da Bica, fonte de excelente água potável, que abastecia a população e cujas obras custaram ao Município 2:500$000 Rs. Levantada sobre forte vertente, a leste, em ponto isolado, foi com os anos abandonada e finalmente desapareceu dentro de terrenos hoje(1981?) edificados na rua Marcílio Dias, entre General Sampaio e Flores da Cunha. ( ROTERMUND, Harry. História de Bagé do Século Passado. Bagé: Academia Bageense de Letras, 1981, p. 26; LEMIESZEK, Claudio de Leão. Bagé: Relatos de Sua História. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997, p. 127).


1887
Em 1887, os irmãos Obino encaminharam à Assembléia Provincial um pedido inicial de concessão para estabelecerem em Bagé um empresa de abastecimento de água potável, devidamente encanada; a Assembléia Provincial requereu o parecer da Câmara Municipal de Bagé; o projeto não progrediu; o lugar indicado para localização da represa seria o Arroio Piraízinho. (LEMIESZEK, Claudio de Leão. Bagé: Relatos de Sua História. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997, p. 127-128).

1898
No entanto, em 1898, pelas críticas de parte da sociedade bageense, que julgavam ser a água e esgoto problemas a serem resolvidos antes da implantação da luz elétrica em Bagé, percebe-se que o saneamento básico ainda tinha problemas. (LEMIESZEK, 1997, p. 53).


1903
Em 1903, um outro serviço importante e que também muito viria a cooperar para o estado sanitário era abastecimento de água à população e para cujo fim já foram feitos os necessários estudos pelo Sr. Dr. Dario Pederneiras, hábil engenheiro, em vista dos de dotar a cidade de melhoramentos de real interesse.(INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO APRESENTADO AO SR. MAJOR JOSÉ OCTÁVIO GONÇALVES, INTENDENTE MUNICIPAL DE BAGÉ, POR PEDRO ANTÔNIO DA CUNHA, SECRETÁRIO DO MUNICÍPIO E DR. LUIZ JOSÉ MONTEIRO, DIRETOR DAS OBRAS PÚBLICAS, EM 1º DE SETEMBRO DE 1903. Bagé: Estabelecimento Tipografico Thomaz j. Salgado, s/d).
Em 1903, no orçamento previsto apontava uma despesa da Intendência Municipal com "Estudos da hidráulica, do Pirahysinho para esta cidade", no valor de R$ 5:500$400 réis. INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. ORÇAMENTO PARA O ANO DE 1903. LEI Nº 11, DE 8 DE NOVEMBRO DE 1902, PROMULGADA PELO INTENDENTE, MAJOR JOSÉ OCTÁVIO GONÇALVES. Bagé: Estabelecimento Typographico Salgado & Cia. 1903).
Em 1903, em "impostos de rodagem", estava previsto um imposto pago por "pipas d'água". INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. ORÇAMENTO PARA O ANO DE 1903. LEI Nº 11, DE 8 DE NOVEMBRO DE 1902, PROMULGADA PELO INTENDENTE, MAJOR JOSÉ OCTÁVIO GONÇALVES. Bagé: Estabelecimento Typographico Salgado & Cia. 1903).


1905
Notava-se que no Mercado Público havia insuficiência de água para as necessárias baldeações diárias no salão de carnes e para alimentar os encanamentos do mictório, o que foi resolvido com a remoção de um "aéreo-motor", que fora colocado no jardim da Praça Voluntários da Praça, para um poço muito abundante, "comunicando" dois reservatórios, num total de 18.000 litros d'água, provendo os encanamentos de abundante jorro, e conservando-se sob rigorosa limpeza o salão de carnes, o mictório, etc.(p. 5). (RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO ORDINÁRIA DE 23 DE OUTUBRO DE 1905, PELO INTENDENTE, DR. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Bagé: Typographia da Casa Maciel, 1906.


1906
Em 1906, Constava que "já foram feitas por habilíssimo profissional", os necessários estudos para o estabelecimento nas "cabeçeiras do Piraísinho", a oito quilômetros de distância da cidade, de uma "Hidráulica" que forneceria água potável aos seus habitantes, devendo ser aproveitada as fortes vertentes encontradas no Piraísinho. Até 1906, a população era abastecida de água, retirada de cacimbas e poços existentes em diversos pontos e a pequena distância do centro da cidade. Mesmo no rigor da seca, é facilmente abundante a água, encontrando-se "veias fortes", não utilizadas, em pontos poucos distantes, sendo o transporte fácil em qualquer ocasião de necessidade.( Relatório Apresentado ao Dr. Intendente Municipal pelo Encarregado da Seção de Estatística, Jorge Reis, Abrangendo o período de 1º de Setembro de 1905 à 31 de Agosto de 1906. In: Relatório Apresentado ao Conselho Municipal de Bagé, em Sessão de 15 de outubro de 1906, pelo Intendente Dr. Augusto L. de Figueiredo Teixeira, 1906, p. 34).
Entre as ruas Marechal Floriano e Marcílio Dias, existiria, há muitos anos, um forte manancial, que somente construção de sargetas e macadamização poderiam resolver o problema (Relatório da Diretoria de Obras Públicas Municipais, Apresentado ao Sr. Dr. A. L. De Figueiredo Teixeira, M. D. Intendente do Município de Bagé, em 1º de Setembro de 1906).In: Relatorio Apresentado ao Conselho Municipal de Bagé, em Sessão de 15 de outubro de 1906, pelo Intendente Dr. Augusto Lucio de Figueiredo Teixeira. Bagé: Typographia da Casa Maciel, 1906.
Com relação ao Matadouro Municipal, uma das necessidades era a água em abundância, o que não se podia conseguir pela penosa prática de leva-la por meio de uma bomba a altura de 10 m. , visto como a borda do poço estava 7 m. abaixo do piso do salão de matança. O empregado conseguia fazer chegar ao depósito uma irrisória quantidade d'água, insuficientíssima para os misteres da limpeza diária. A Intendência Municipal mandou vir dos Estados Unidos da América do Norte, por intermédio da Casa Guinle & Cia, de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul, um sólido aero-motor de 15, 25 m de altura, e cujo preço foi de R$ 1:601$000 réis. Foi pago à Empresa de Luz Elétrica de Bagé, pelo serviço de assentamento e de material para o encanamento, a quantia de R$ 438$400 réis. Foi necessário ainda construir um patamar de alvenaria para o mesmo motor, o qual importou em R$ 168$000 réis.(p. 10). (Relatorio Apresentado ao Conselho Municipal de Bagé, em Sessão de 15 de outubro de 1906, pelo Intendente Dr. Augusto Lucio de Figueiredo Teixeira. Bagé: Typographia da Casa Maciel, 1906).


1910
Existia a indicação de "aprofundamento" do poço do Matadouro Público, que tornou o "poço", que estava sem água, em condições de resistir às maiores "secas"(p. 18). (INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO DO MAJOR JUVÊNCIO MAXIMILIANO LEMOS, INTENDENTE PROVISÓRIO, APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL, EM SESSÃO DE 31 DE MARÇO DE 1910. Bagé: Officinas a Vapor D'O DEVER, 1910).
Em 1910, era considerada uma "enorme lacuna" a falta de canalização da água potável.. (Relatório Apresentado ao Sr. Major Intendente Municipal, em 12 de janeiro de 1910, pelo Médico Municipal, Dr. Monteiro Alves. In: INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO DO MAJOR JUVÊNCIO MAXIMILIANO LEMOS, INTENDENTE PROVISÓRIO, APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL, EM SESSÃO DE 31 DE MARÇO DE 1910. Bagé: Officinas a Vapor D'O DEVER, 1910).


1912
Desde 1912, a cidade de Bagé está provida de abastecimento de água, o que a coloca entre as primeiras do Estado. (CÓDIGO DE CONSTRUÇÕES PARTICULARES. Intendência Municipal de Bagé. APROVADO POR ATO Nº 307 DE 19 DE AGOSTO DE 1925. Bagé, Typographia da Casa Maciel, 1925, p. 7).


1913
Bagé dispunha, em 1913, de um "bom sistema hidrográfico", era regada pelos rios Jaguarão, Jaguarão Chico, Negro, Piraí, Camaquam, Camaquam Chico; arroios Candiota, Velhaco, Piraízinho, São Luiz, Quebracho, Quebrachinho, Ibirá Mirim, Palma, Traíras; contava com as lagoas Formosa, Lagoão, Vimes, Molho, Dinarte, Éguas, Carpintaria. (FARIA, Octávio Augusto de; ALMEIDA, Gonçalves de. Dicionário Geográfico, Histórico e Estatístico do Estado do Rio Grande do Sul. 2ª edição - 1ª edição, em Pelotas, 16 de setembro de 1907- . Porto Alegre: Globo, 1914, p. 27).
A Hidráulica de Bagé "foi oficialmente recebida em 26 de junho de 1913", como obra do Intendene Muncipal José Otávio Goncalves que faleceu em 7 de abril de 1913, portanto, dois meses antes da entrega ofical da Hidráulica. (RAMOS. Waldir Alves. Texto digitado não publicado).

1915
A Hidráulica teria a sua rede inaugurada no ano de 1915. (GUIAS ILUSTRADOS, 1937).


1927
Foi elaborada uma lei, para assembléia dos representantes do Estado que autorizasse o Município a contrair o empréstimo de R$ 3 mil contos de réis, para a rede hidráulica da cidade, para completar o serviço de água, bem como instalar filtros, pois a água, com suas impurezas, era um "atentado à saúde pública" diário. Foi concedida a autorização para o empréstimo; com a concorrência pública, feita pelo Estado, para o valor de R$ 2.500 contos de réis para Bagé. Foi aceita a proposta de empréstimo de J. G. White and Company Incorporated, da cidade de Nova York, com juros de 7% ao ano, em vinte anos. O empréstimo foi assinado em 09 de julho de 1927. A quantia foi depositada no Banco do Brasil. Com o empréstimo conseguido, a municipalidade chamou concorrência para ampliação da rede hidráulida, cujo projeto teria sido executado na Secretaria de Obras Públicas do Estado, pelo engenheiro Antônio Siqueira, chefe da Comissão de Saneamento , que constava do seguinte, entre outros: aumento da rede pública de água, colocação de registros , hidrantes e hidrômetros,casa para guarda da barragem, filtros rápidos e aparelhos de tratamento e esterilização da água. À montante e à jusante da barragem, revestimento e concreto armado do grande vertedouro. Aparelhos de tratamento por sulfato e por cal. Duas propostas foram oferecidas para efetivação do projeto de Antônio Siqueira: Companhia Construtora Sul Brasil, com sede em Bagé, e a do engenheiro Gildo Guizardo; as propostas ficaram em estudos na Secretaria de Obras Públicas do Estado. Consideradas as duas propostas, foi vencedora a Companhia Construtora Sul Brasil. Existiam funcionando 1954 penas d'água. A água era oferecida praticamente de graça para a população, embora com impurezas, pois a taxa de R$ 1:230 réis diários, para pela população , era considerada baixa. (RELATÓRIO DO INTENDENTE MUNICIPAL, CARLOS CAVALCANTE MANGABEIRA, APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL, EM SESSÃO ORDINÁRIA DE 20 DE SETEMBRO DE 1927. Bagé: Typographia Casa Maciel, 1927).

1937
Possuia dois depósitos de 1.700.000 litros, fornecendo diariamente 6.800.000 litros, e 3.000 em instalações em domicílio; a distribuiçãoi da água era feita por declive natural. (GUIAS ILUSTRADOS|, 1937).
Barragem. Bagé possuia uma barragem com 256. 327. 327, 069, 430 m³. (GUIA ILUSTRADO, 1937). ( Possivelmente, o número esteja errado, visto que a centena 327 encontrava-se repetida).


1939
A Hidráulica, com filtros cujas telas estavam completamente deterioradas e cuja água era deficientemente cuidada, mereceu atenção. A água era turva, denunciando pronunciado gosto de barro. Sem a utilização de "filtros particulares", era perigoso o uso da água. Dentro das "casa dos filtros", foi construída uma peça, para "Laboratório de análises". O laboratório foi dotado de aparelhagem para exames. Foi encarregado o "bacteriologista" Dr. Átila Taborda, que estabeleceu um "sistema" no tratamento da água que foi muito considerado pelo Dr. Arno Bernhradt, da Diretoria Geral de Saneamento, Secretaria de Obras Públicas do Estado do Rio Grande do Sul, em "ofício" de 30 de junho de 1938. O tratamento da água era feito com alumínio e cal, em doses "proporcionadas". As análises eram feitas diariamente e encaminhadas, "desde janeiro"(?), mensalmente, à Diretoria de Saneamento do Estado do Rio Grande do Sul, com boletins dos exames. (pp. 13-14). (PREFEITURA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO DO PREFEITO MUNICIPAL, DR. LUIZ MÉRCIO TEIXEIRA, APRESENTADO AO EXMO. SR. INTERVENTOR FEDERAL NO ESTADO, CORONEL OSVALDO CORDEIRO DE FARIAS. Bagé: s/editora: 1939).
Figura 1
Ligações de Águas
Ano 1936 1937 1938 1939
Água 50 34 40 51
Tabela 1- Fonte: (PREFEITURA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO DO PREFEITO MUNICIPAL, DR. LUIZ MÉRCIO TEIXEIRA, APRESENTADO AO EXMO. SR. INTERVENTOR FEDERAL NO ESTADO, CORONEL OSVALDO CORDEIRO DE FARIAS. Bagé: s/editora: 1939).


1950
O abastecimento de água feito pela Prefeitura contava com 9.000 km de linhas adutoras e 52.032 km de linhas distribuidoras. Existiam 1462 hidrômetros. Existiam 2.137 penas d'água.( Relatório Apresentado ao Ilmo. Sr. Dr. Carlos Kluwe, D. D. Prefeito Municipal, Bagé, por Gomercindo Ene, assessor, Chefe da Agência Modelo, Bagé, 27 de março de 1951).A água, na época, fornecida para a população, seria toda tratada e filtrada, com uso de sulfato de alumínio, cal e cloro. Nas Vilas de Seival e Hulha Negra, foram construídos, respectivamente, 4 e 5 poços, suprindo do precioso líquidos os moradores dessas Vilas. Foi encomendada uma máquina perfuratriz, a fim de prover poços artesianos em outras localidades do Município, bem como em escolas, até mesmo fazendeiros que carecessem desse serviço. A Lei Municipal número 90, sobre casas servidas de água, com aluguel de 500 cruzeiros, isentas por 10 anos; casas servidas de água e esgotos, aluguel de 700 cruzeiros, isenção de 10 anos. A Água, fornecida pela hidráulica, era de excelente qualidade, filtrada e tratada; em grandes depressões, em áreas de grande consumo, houve faltas esporádicas de água. Houve prolongamento da rede de água, para a Vila Dois Irmãos; rua 14 de Julho. Eram usados canos de ferros fundidos, canos de ferros galvanizados, de variadas polegadas. Sobre hidrômetros domiciliares, haveriam 1472 hidrômetros, com renda para a Prefeitura Municipal. Relatório Apresentado à Câmara Municipal de Vereadores pelo Dr. Carlos Kluwe, Prefeito Municipal, Concernente ao Exercício de 1950. Gabinete do Prefeito Municipal de Bagé, 1º de Abril de 1951, assinado pelo Dr. Carlos Kluwe, Prefeito.

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