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sábado, 31 de julho de 2010

ALGUNS DADOS SOBRE A FAUNA DAS PALMAS

Introdução

O trabalho de Oliveira foi expandido, com notas. Pela importância para a ecologia da região, foi resgatado os dados.

ALGUNS DADOS SOBRE A FAUNA DAS PALMAS

Cândido Pires de Oliveira

Escritor

Pecuarista

Morador de Palmas

Sendo a região das Palmas  mais propícia à criação bovina que mesmo agrícola, com espinhaços rochosos e matagais extensos, sempre teve condições de manter uma fauna variada e abundante.

Porém, durante a época em que a campanha era densamente povoada, essa fauna esteve bastante  ameaçada  de extinção.

O enorme  êxodo rural que se iniciou mais ou menos nos anos 50 (1950) e consolidou-se com a construção  da BR-153, levando para a cidade quase toda a população campesina, veio  contribuir para o aumento considerável desses animais silvestres.

Inclusive, ainda, nas margens do Rio Camaquã[1], em estância de grandes extensões, como as do já falecido Sr. Zizino Pons, Freitas e Tavares Moglia e mais precisamente no chamado Rincão do Inferno (antigo Curralão), ainda que muitas pessoas desacreditem, restaram  ainda alguns casais de lobos guarás (Chrysocyon brachyurus) da família Canídea que, muito ariscos e cautelosos, só se mostram à noite  a caçadores furtivos.

No Rio Jaguarão, divisa com a República Oriental, onde existem matagais muito extensos, como também nos banhadais do Quarai, esses  animais  são comuns; mas em nossa região, hoje (2003), esses animais se tornaram tão atrevidos, coisa mesmo  de pasmar, que os moradores locais já viram  alguns em plena luz do dia coisa  que anteriormente não acontecia; e mesmo alguns têm tido a audácia de chegarem até os galinheiros das moradas onde tentam levar as criações.

Os cães não conseguem domina-los, já que são dotados de uma dentadura muito forte e, com sua agilidade e força, conseguem dominar até três cães dos grandes.

No Camaquã, no local denominado  Rincão dos Mouros, na morada do Sr. Laurindo Bento, aconteceu há pouco um fato desses.

Os cães, depois de mutilados, acabaram desistindo da luta.

O Sr. Fortunato Pires, há pouco desaparecido,  que foi um grande caçador  e homem sério, em suas pescarias no Camaquã teve  a oportunidade de vê-los de muito perto e sempre dizia que eram diferentes  na pelagem; um era mouro e outro vermelho-escuro.

Não sei se são variedades  ou se existe diferença entre o macho e a fêmea.

E dizia mais, são enormes; à primeira vista, tem-se a impressão de galgos grandes com pelo longo.

São agressivos e os cachorros não se atrevem a aproximar-se; apenas latem mantendo distância.

O cheiro que desprendem é insuportável.

Não uivam, não latem, não gritam como guaraxaim; apenas  berram como um burro novo.

Durante  sua passagem, à noite, o gado dispara e os cavalos relincham (quem escreve estas linhas já teve ocasião de presenciar  esse fato).

Uma das causas  do aumento do número desses lobos é, segundo alguns,  o desuso da estricnina  nos campos que era usada contra os sorros ou guaraxains, que causavam  prejuízo  nos rebanhos ovinos nas épocas  de parições.

Hoje (2003), com a sensível diminuição dos rebanhos ovinos, os proprietários relaxaram esse hábito pernicioso.

O guaraxaim[2] (Canis brasiliensis)[3] tem aumentado consideravelmente.

Porém, existem certos fatos que escapam ao nosso conhecimento e dos demais observadores campeiros.

Há alguns anos havia guaraxains bem desenvolvidos que chegavam a atingir até quatorze quilos; eram chamados sorro-gris[4] (Dusicyon thous) cuja pele era procuradíssima para exportação. [5]

Hoje (2003) já não se encontra, nem ocasionalmente, essa espécie.

Apenas existe  um guaraxaim pequeno ou sorro-do-campo (Dusicyon gymnocercus)[6] de pelagem amarelada, que não atinge mais que sete  ou oito quilos de peso.

Temos também em Palmas o vulgar “mão-pelada” (Procyon  cancrivorus) da família dos texugos.

São animais que vivem em banhados e nas copas das árvores.

São abundantes e, quando viciados, matam borregos nos paradores.

Quanto a pequenos felinos, existem três espécies de gatos mateiros: o pintado (Felis tigrina), o preto e o pardo (Felis colocolo) que não possui manchas.

Existe uma quarta variedade que é o gato grande (Felis geoffroyi) bem maior que os outros, com manchas pretas bem acentuadas e de fundo amarelado já com caídas para a pigmentação da onça.

Sempre houve caçadores que notificaram a existência  de jaguatiricas (Felis pardalis) e que eram raríssimas; mas, nos matos  do Arroio Velhaco, andaram abatendo alguns espécimes.

(Conheci os couros).

Atualmente (2003) estão sendo encontradiças; parece que também sua proliferação está sendo notória.

Com o desaparecimento do homem, que é o maior predador da natureza,  naturalmente está proliferando a fauna.

Até as próprias capivaras (Hidrochaeris hydrochaeris) muita perseguidas  nos arroios locais, aumentaram consideravelmente.

Pacas (Agouti paca) existem; porém, são muitas perseguidas pelos caçadores devido a sua carne ser muito saborosa.

Habitam as barrancas dos arroios, e moram em tocas profundas escavadas pela água.

Lontras (Lutra longicaudis) existem em abundância.

Poderemos ver rastros de sua passagem em qualquer córrego, onde buscam lambaris, seu alimento preferido.

Ariranhas (Pteronura brasiliensis)  são raríssimas.

Certa vez este que escreve estes dados pode observar um espécime no Camaquã do Hilário, rio esse que divide  os municípios de Lavras e Caçapava.

A ariranha é uma “lontra grande”, porém com manchas amarelas no peito.

Dizem que é agressiva na água quando está com a cria.

Quanto aos desdentados, falaremos dos tatus[7] da família Dasypodídeos[8] que são de três variedades e estão em aumento considerável.

Eram muitos perseguidos pelos caçadores, por motivo de sua carne ser muito saborosa.

Hoje (2003), porém, a fiscalização do IBAMA tem perseguido os caçadores que se deslocam da cidade para a campanha.

Existe o tatu de casco branco[9], que é bem maior que os outros e bastante raro; o tatu de casco preto (Dasypus novemcinctus)[10] é o mais encontradiço.

Logo depois vem o tatu-viola, que é pequeno e tem a cauda bastante comprida.

Depois, temos a mulita[11] campeira (Dasypus hybridus) de que existem três variedades, iguais às do tatu.

O tatu peba ou tatu peludo[12] (Euphractus sexcinctus) grande predador de lavouras, e também carniceiro, faz enormes tocas nos campos, causando solapões[13] que fazem rodar os cavalos. [14]

Esse não é perseguido pelos caçadores, pois sua carne é de gosto amarga. [15] [16] [17] [18] [19]

O tatu-de-rabo-mole (Cabassous unicinctus) assim chamado porque sua cauda não possui anéis córneos.

É bastante raro.

Segundo os caçadores experientes, como já foi citado o Sr. Fortunato Pires, o mais inteligente e prático que conheci, que dizia:

Ele não faz querência como os outros, vive viajando; onde o dia  o pega, faz buraco e dorme”.

O motivo de sua raridade é, ainda segundo aquele caçador, porque a fêmea não produz  mais de um filhote de cada vez, no máximo dois.

Outro desdentado meio raro é o tamanduá mirim (Tamandua  tetradactyla) que antigamente era perseguido por causa do couro, que era utilizado pra confeccionar travessão  de cincha[20].

Dizia a crença popular  que quem usasse aqueles travessões não caia do cavalo e alguns até usavam uma garra desse animal como breve (amuleto) na cabeça do serigote[21] para não cair de algum corcovo.

Tive, certa vez,  um empregado que passou a usá-lo, mas a verdade é que quase sempre caia quando o bagual[22] baixava o toso[23].

Dizia meu avô Edemundo Simões Pires, que nasceu no fim do século passado, que conheceu alguns espécimes de tamanduá bandeira (Mymercophaga tridactyla) ali nas barrancas do Camaquã, mas não sabe por que se extinguiram.

Também nessas épocas havia varas de quatis (Nasua nasua)  nas matas do Camaquã.

Hoje (2003) não existem mais.

Leões baios (Felis concolor) eram comuns naquelas épocas.

Os últimos remanescentes foram vistos pelos anos de 1923-1924, mas que rumo tomaram não sabemos, já que não eram caçados.

Dizia meu avô que não eram agressivos, a ponto de se afastarem, sestrosos, da presença do homem.

Um animal raríssimo, que a maioria desconhece e até duvida talvez de sua existência, é a raposa d’água ou gambá d’água (Philander opossum).

É raríssima.

Conheci uma pele.

E outra feita, quando pescava lambaris num afluente do Camaquã, os cães desentocaram um espécime, que, numa velocidade enorme, jogou-se na água, desaparecendo das minhas vistas.

Animaizinhos de campo, pequenos predadores, existem muitos, como os mustelídeos zorrilho (Conepatus chinga)[24] e o furão (Galictis cuja)[25] que é o animal predador de maior utilidade no campo, pois extermina cobras  venenosas  e ratos.

Veados mateiros (Mazama gouazoubira)  hoje (2003) existem em abundância; um dos motivos é a erradicação da febre aftosa, que muito exterminava essa espécie; o outro é o costume dos caçadores locais, que passaram a não abater os mesmos.

Esse hábito tão louvável começou graças aos insistentes conselhos  do Sr.  Affonso Miranda Collares, falecido  recentemente (em 31/12/1994), ele próprio um tradicional caçador, que, apercebendo-se da iminência da extinção da espécie, passou a sugerir que os caçadores se limitassem a correr os veados (isto é, assistir a perseguição dos cães, que aliás quase nunca conseguem alcança-los).

Lebres (Lepus capensis) que eram muito comuns nas estâncias, tornaram-se raras devido ao aumento dos predadores.

Nas imediações da cidade existe em maior abundância.

Existe um refrão que diz que caçador e  pescador são mentirosos; mas a verdade é que acontecem coisas inacreditáveis para quem não as conhece.

Certa vez andava num inverno chuvoso à cata de ouriços caixeiros (Coendou villosus) porque diziam que a carne daqueles animaizinhos era muito saborosa, o que não é verdade.

Não concordo em abater  esses pobres animais que não têm culpa  de que Deus os tenha colocado na natureza com o corpo cheio de espinhos agressivos; ai do cão que tentar morde-los, ficará crivado dessas farpas dolorosas.

Nessa ocasião fomos  encontrar, num banhado às margens do Arroio do Tigre, preás  tobianas (Cavia aperea), quer dizer,  pardas com cintas brancas, semelhantes a porcos-da-índia.

São raríssimas, mas existem.

Aves

Quanto à descrição das aves, acho desnecessário faze-las  com minúcias, pois todos conhecem esses animais maravilhosos que habitam nossas matas e nos alegram com seus cantos.

Mas existem certos fatores que, embora chocantes, merecem ser citados:

As lavouras, como soja e arroz, têm sido a causa do desaparecimento de grande quantidade de aves.

Na região de Joca Tavares, que está ligada às Palmas, quase não existe lavoura desses cereais, a não ser ocasionalmente.

Mas a verdade, é que certos pássaros campeiros estão desaparecendo, como por exemplo as corujas do campo (Speotyto cunicularia) que fazem toca nos cerros pedregosos; são hoje (2003) raríssimas.

Parece que uma cadeia alimentar, que está totalmente comprometida pelo uso de carrapaticidas venenosos, tem sido a causa desse extermínio.

Até mesmo as perdizes (Nothura maculosa) e os perdigões (Rhyinchotus rufescens) estão em extinção.

Ainda existem  avestruzes[26] - emas – (Rhea americana)  e seriemas (Microdactylus cristatus)[27].

Outra curiosidade de que muitos não tomaram conhecimento foi o extermínio dos urubu-de-cabeça preta (Coragyps atratus)[28].

Esses necrófagos, quando morria algum animal no campo, em poucas horas  poderíamos ver somente as ossadas; os mesmo haviam devorado toda a carne.

Hoje (2003), com o extermínio  (por um tóxico, chamado assuntol[29], que era pulverizado sobre os cadáveres), houve a extinção total desses vultorídeos[30].

Resultado:

quebrada a cadeia ecológica, tivemos  um aumento incrível  de moscas.

Aves de rapina são raras, principalmente o chamado gavião mouro, que somente se alimenta  de animais com vida.

Os caracarás (Polyborus plancus) são tremendos exterminadores  de cordeiros; por isso foram perseguidos.

Mas, com a decadência do rebanho ovino no Rio Grande do Sul, esses predadores estão ficando esquecidos.

Os Chimanguinhos carrapateiros (Milvago chimango) também estão sofrendo a ação dos carrapaticidas.

Na região  do Camaquã existem algumas espécies de aves de rapina que não foram atingidas, porque sua base alimentar é predatória.

Porém, umas poucas lavouras arrozeiras naquela região fizeram desaparecer quase que totalmente os pássaros naquelas matas.

Jacus e iambus não foram atingidos, mas tenho dúvidas sobre os tucanos, animais de rara beleza, que mui raramente  se avista.

Alguns anos atrás havia bandos de papagaio charão.

Hoje (2003), durante a migração de verão, apenas vemos dois casais  e nada mais.

Mas existem  coisas inacreditáveis:

Um certo caçador de Caxias, que durante a temporada de caça às perdizes apareceu por aqui, vangloriou-se de abater quarenta papagaios de uma só vez, em Palmeira das Missões.

Disse a ele:

Amigo, se você praticasse esse tipo de predação em meus campos eu nunca mais lhe permitiria caçar.

Fiquei maravilhado, certa vez:

Na região de Ibirubá, num bosque de pinheiros, contei quase trezentos desses pássaros palradores.

Não sei se ainda existem por lá.

Aqui em Palmas existe um papagaio pequeno que vulgarmente chamam de maracanã.

Esse não migra, não soubemos por quê.

Voltando a um passado não muito distante, até o ano 1930 ainda havia por aqui alguns remanescentes de araraúnas (arara azul), principalmente naquelas regiões rochosas.

Esses animais foram muitos perseguidos em suas ninhadas.

A população gostava de tê-los  como aves ornamentais em suas estâncias.

(Não são tão falantes como os papagaios).

Existem certas variedades  de pássaros que são encontradiços nas serras.

Os mesmos não existem nos campos limpos.

Aves aquáticas são um pouco raras por aqui.

Nem mesmo a construção de barragens atraiu essas aves.

Garças, João-grandes, colhereiros e tarrãs[31] (este nome parece que vem do castelhano, tajans[32]), existem em pequena escala em nossa região, por não serem muito extensas as áreas de banhados.

Peixes

Quanto aos peixes, o Rio Camaquã ainda guarda  uma reserva bem expressiva, onde abunda o pintado, que de desloca em enormes cardumes, não indo muito longe de onde desovam.

Traíras e jundiás são um pouco raros, pois são peixes de águas barrentas; o Camaquã, em toda a sua extensão, tem o leito coberto por areias silicosas.

Dentre os peixes de escamas, abundam as piavas e os grumatãs.

Os dourados somente aparecem na região de Santaninha da Boa Vista[33]; hoje (2003) raramente esse peixe sobe o rio, devido à enorme poluição produzida pela mina de cobre.

Figura 1 Mapa das bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul.

Figura 2. Mapa dos rios do Rio Grande do Sul.


[1] Bacia Hidrográfica do Camaquã: A bacia do Camaquã possui uma área de 25.996,11 km² e ocupa parte das regiões fisiográficas da Serra do Sudeste, Encosta do Sudeste e Campanha.

Limita-se ao norte com a Depressão Central na bacia do Jacuí; ao sul com a bacia do Mirim-São Gonçalo; a leste com a bacia do Litoral Médio; e a oeste com as nascentes do Rio Santa Maria.

Os principais cursos d'água componentes desta bacia são: Rio Camaquã e os Arroios Sutil, da Sapata, Evaristo, dos Ladrões, Maria Santa, do Abrânio, Pantanoso, Boici e Torrinhas.

A área drenada pela bacia do Rio Camaquã é de 24.000 km². O modelado colinoso e os vales largos condicionam um escoamento normal do Rio Camaquã (VIEIRA, 1984).

A vegetação característica desta bacia pertence aos tipos fitogeográficos Savana, Floresta Estacional Decidual e alguns pequenos fragmentos de Floresta Ombrófila Mista. Fonte: http://coralx.ufsm.br/ifcrs/hidrografia.htm#camaqua . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 03:44 h.

[2] Graxaim, (Canis azaraé) É uma variedade de raposa. Pequeno animal do campo semelhante a um cão. Também chamado de guaraxaim, sorro ou zorro. Fonte: http://www.kleitonkledir.com.br/gloss.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:16 h.

[3] Current Scientific Name: Cerdocyon thous. Fonte: http://www.nhm.org/research/libraries/beasts/08cazara.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:24 h.

[4] ZORRO GRIS (Dusicyon gymnocercus)

Su alzada a la cruz es de 45 centímetros. Es muy abundante. Tiene en promedio cuatro crías al año. Se alimenta de insectos, pequeños mamíferos, frutas y animales muertos. Se le acusa de ser responsable de predación sobre lanares, sobre todo corderos. Esto ha sido descartado por estudios de contenidos estomacales y porque carece de los parásitos transmitidos por los ovinos.

Tiene hábitos crepusculares y nocturnos. Es frecuente verlos cruzar las carreteras donde también pueden hallárselos muertos por vehículos.

Fonte: http://www.rau.edu.uy/uruguay/Uy.fauna.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:39 h.

[5] Grey zorro
(Dusicyon griseus)

Names: English: South American grey fox. Spanish: Zorro chilla, zorm chico, zorro gris (Chile), zorro gris chico (Argentina). Araucano: Nuru, N'rd. Puelche: Yeshgai. Weight: 4.4 kg.

Fonte: http://www.canids.org/SPPACCTS/dgriseus.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:01 h.

[6] Crab Eating Fox
(Cerdocyon thous) Weight: 11-17.5 lb (5-8 kg) . Fonte:
http://www.lioncrusher.com/animal.asp?animal=12 . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:09 h.

[7] A família dasypodedae é composta por 8 gêneros e 20 espécies e é encontrado no sul dos Estados Unidos, até o Estreito de Magalhães.

Gênero: Chaetophractus (Hairy Armadillos)
Chaetophractus vellerosus
Chaetophractus nationi
Chaetophractus villosus

Gênero Euphractus (Tatu-peludo; Six-banded Armadillo)
Euphractus sexcinctus- ocorre no Brasil

Gênero Zaedyus (Pichi)
Zaedyus pichiy

Gênero Priodontes (Tatu-canastra; Giant Armadillo)
Priodontes maximus (ocorre no Brasil)

Gênero Cabassous (Naked-tailed Armadillos)
Cabassous unicinctus; Tatu-de-rabo-mole - ocorre no Brasil
Cabassous centralis
Cabassous chacoensis
Cabassous tatouay (ocorre no Brasil)

Gênero Tolypeutes (Tree-banded Armadillos)
Tolypeutes tricinctus; Tatu-bola - ocorre no Brasil
Tolypeutes matacos

Gênero Dasypus (Nine-banded Armadillos)
Dasypus kappleri (ocorre no Brasil)
Dasypus septemcinctus; Mulita- ocorre no Brasil
Dasypus novemcinctus; Tatu-ete- ocorre no Brasil
Dasypus hybridus - ocorre no Brasil
Dasypus sabanicola
Dasypus pilosus

Gênero Chlamyphorus
Chlamyphorus truncatus
Chlamyphorus retusus

Fonte: SANTOS, Eurico. Entre o gambá e o macaco. Coleção Zoológica Brasílica. Ed. Itatiaia Ltda. BH, 1984. Fonte: http://www.aultimaarcadenoe.com/tatusfauna.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:37h.

[8] Los Armadillos

Orden CINGULATA - FAMILIA: DASYPODIDAE

CABASU DE OREJAS CORTAS - Cabassous chacoensis (= C. loricatus). Gran cavador, realiza enormes hoyos en el suelo de los bosques que pueden alcanzar 15 m. de profundidad y se abren sobre el nivel del agua en la orilla de los ríos.

MULITA COMUN - Dasypus septemcinctus. Poco cavador debido a las uñas débiles. Propio de sabanas, montes y zonas arbustivas abiertas.

MULITA OREJUDA - Dasypus hybridus. Tiene las mismas características que la mulita común.

PELUDO - Chaetophractus villosus. Cava agujeros en suelos flojos persiguiendo insectos subterráneos, pero también come carroña.

PICHE DE PATAGONIA - Zaedyus pichiy. Frecuenta zonas áridas arenosas durante el día y pernocta en agujeros que el mismo excava.

PICHI CIEGO MENOR - Chlamyphorus truncatus. Es el más pequeño de la familia, nocturno, vive en zonas subdesérticas arenosas y secas. Come raíces y tubérculos que encuentra mientras construye largas y complicadas galerías.

QUIRQUINCHO BOLA - Tolypeutes mataco. Persigue insectos y consume también vegetales. No vive en agujeros y ante el peligro, se enrolla formando una bola.

QUIRQUINCHO CHICO - Chaetophractus vellerosus. (Piche llorón) Frecuente en estepas, pajonales y montes arenosos de los cerros hasta 3000 m. de altura.

TATU MULITA - Dasypus novemcinctus. Mayor que la especie anterior y de zonas más cálidas, en montes y selvas.

TATU CARRETA

Fonte: http://www.folkloredelnorte.com.ar/biologia/armadillo.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:27 h.

[9] PELUDO (Euphractus sexcinctus flavimanus)

Debe su nombre popular a los pelos largos y blanquecinos que se encuentran entre los anillos móviles del caparazón. Estos son de seis a ocho. Su cabeza en forma cónica y achatada en su parte superior, lo distingue de los otros integrantes de la familia de los dasipódidos. En los miembros anteriores, poseen uñas largas y fuertes, las que usa para cavar la cueva, en la que vive.

Generalmente la construye dentro del monte, entre las raíces de los árboles.

Su cola es larga y está protegida por un estuche formado de anillos de placas óseas recubiertas por córneas. Las hembras paren dos crías que pueden ser de sexos iguales o diferentes. Se alimentan de invertebrados, vegetales y suelen comer carroña. Su habitat es en montes marginales a cursos de agua y usan el ecotono con la pradera para su alimentación. Fonte: http://www.rau.edu.uy/uruguay/Uy.fauna.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:20 h.

[10] Tatu-galinha. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/tatu_galinha.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:29 h.

[11] MULITA OREJUDA - Dasypus hybridus. Tiene las mismas características que la mulita común. MULITA COMUN - Dasypus septemcinctus. Poco cavador debido a las uñas débiles. Propio de sabanas, montes y zonas arbustivas abiertas. Fonte: http://www.folkloredelnorte.com.ar/biologia/armadillo.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:21 h.

[12] Chaetophractus villosus. Cava agujeros en suelos flojos persiguiendo insectos subterráneos, pero también come carroña. Fonte: http://www.folkloredelnorte.com.ar/biologia/armadillo.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:22 h.

[13] “(...) O saci, por exemplo”.

“Abundante à noite como o morcego, nunca se deixou pilhar de dia. Metido nas tocas de tatú, ou nos ocos das árvores velhas, ou alapado à beira-rio em solapões de pedra limosa com retrança de samambaias à entrada, o moleque de carapuça vermelha sabe como ninguém o segredo de invizibilizar-se. Não colhesse ele, todos os anos, nas noites de São João, a misteriosa flor da samambaia!”...

Fonte: http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/bibliografialobatiana/contos2.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:00 h.

[14] El tatú rabo mole o cabasú (Cabassus tatouay) el de mayor distribución en la provincia, el tatú peludo o mano amarilla (Euphractus sexcinctus flavimanus) presente en los departamentos de Candelaria, Oberá, Montecarlo, Iguazú, San Ignacio y Cainguás, y el tatú hú o negro o mulita grande (Dasypus novemcintus novemcintus) distribuido en los departamentos de Iguazú, Guaraní, Montecarlo, Gral. Belgrano, San Pedro, Candelaria y Capital.

En Sudamérica, las mulitas tienen amplia distribución.

Fonte: http://www.misiones.gov.ar/ecologia/Todo/Contenido/Especies%20Misioneras/tatu.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:16 h.

[15] “(...) 30 dias sem comer nada carregado. Coisa carregada, quer dizer, é carne de porco, carne de seriema, carne de animais que tenha alta potência assim de... O peba que é um tatu-peba e assim por diante. São esses tipos de coisa que se você comer, você cega. Um amigo meu com 40 dias que levantou do sarampo comeu uma seriema, cegou”. Fonte: http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmdepoente/depoimentoDepoente.do?action=ver&idDepoente=938&key=694&forward=HOME_DEPOIMENTO_VER_GERAL&tipo=&pager.offset=6 . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:04 h.

[16] A carne do tatu é muito consumida,  principalmente em fazendas e sítios onde é caçado pelos cachorros, fato este gerador de riscos já que o tatu é um "reservatório" natural de doenças sendo que a mais conhecida é a Doença de Chagas, que de adquire através do contato direto com o sangue do animal. Fonte: http://sam.pmrp.com.br/turismo/ANIMAIS/I71tatupeba.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:08h.

[17] Como existem vários tipos de tatu, os dois tipos mais macios e com carne mais tenra e branca são o tatu-galinha e o tatu-peba.

Fonte: http://www.gastroonline.com.br/dicas_carnesdecaca.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:08h.

[18] “(...) segunda entrevista de Secundo, embora nada conte do movimento desencadeado por José Nogueira, é interessante, porque narra a experiência que teria tido um índio, que poderia servir de base para um movimento messiânico. Este depoimento data de 5 de dezembro de 1963. Segundo o informante, veado, peixe, jabuti, tamanduá-bandeira, tatu, tatu-peba, tatu-canastra, caititu, porco-queixada, anta, são animais que caem do céu com as chuvas fortes”. Fonte: http://www.geocities.com/RainForest/Jungle/6885/livro72/messap1.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:16 h.

[19] “(...) As principais espécies utilizadas como alimento na região (fontes

alternativas de proteína) são: o tatu-de-rabo-de-couro (Cabassous sp), o tatu-verdadeiro (Dasypus

sp), o tatu-china (Dasypus septemcinctus), o tatu-peba (Euphractus sexcinctus), (...)”. Fonte: http://www.ibama.gov.br/licenciamento/estudos/rimas/pdf/br235/rima_br235.pdf . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:30 h.

[20] La cincha es la pieza que mantiene firme el recado sobre el lomo del yeguarizo. Es una ancha tira de cuero crudo dividida en dos partes, con argollas y correones para ajustarla. Esas partes son: la encimera y la barriguera o cincha propiamente dicha.

La barriguera es de cuero crudo, lonjeada o con todo el pelo. Si es lonjeada se le adorna con bordados de hilo de color o con esterillados de tiento. Cuando tiene el pelo, éste va para afuera. Fonte: http://www.soygaucho.com/espanol/caballo/cincha.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:48 h.

[21] Aurélio Porto, na importante obra O Trabalho Alemão no Rio Grande do Sul, 1934, diz que a palavra serigote, um tipo de sela, provém do alemão. Os seleiros de São Leopoldo produziam bons produtos, adquiridos pelos gaúchos de Cima da Serra (São Francisco de Paula) como sendo sehr gut, isto é, “muito bons”. Desse sehr gut teria vindo a palavra serigote. Fonte: http://www.brasilalemanha.com.br/site/materias/1824_antes.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:36 h.

[22] Bagual, vistoso, cavalo novo e arisco. Fonte: http://www.gohorse.com.br/emfoco.asp . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:45 h.

[23] CAVALO COM PASSARINHO NO TOSO, enfeitado pra passeio. Diferente do toso redondo" e do toso de cogotilho ou cogotio. Existe ainda o toso de bagual que é feito deixando só um negalho comprido a um palmo atrás das orelhas, para advertir quem não o conhece que ele é de primeira sova. O toso de passarinho é o mais caprichado, a sua imitação é feita com a ponta da tesoura, no miolo da quilina. Fonte: : http://www.gohorse.com.br/emfoco.asp . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:45 h.

[24] zurrilho / zorrillo. (Fonte: http://www.faunadepelotas.hpg.ig.com.br/mamft8.htm. Acessado em: 17 de agosto de 2005. Hora: 11:18 h.).

[25] Galictis cuja - furão / hurón

[26] El Avestruz es el ave más grande que ha logrado sobrevivir hasta nuestros días. Al igual que las otras aves grandes - los ñandúes, los casuarios y el emú - pertenecen al grupo de aves conocido como las rátidas. Estas aves, incluyendo al avestruz, se caracterizan por no poder volar. Se han adaptado a una vida terrestre, las piernas las tienen bien desarrolladas y fuertes. Fonte: http://www.damisela.com/zoo/ave/ratities/avestruz/ . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 00:51 h. En este grupo de aves encontramos el avestruz, los ñandúes, el emú, los casuarios y los kivis. Los inambúes también pertenecen a este grupo, aunque presentan un caso muy interesante. El esternón lo tienen en forma de quilla y sí pueden volar. Algunos científicos los consideran rátidas más 'primitivas' que aun no han perdido la facultad del vuelo. Fonte: http://www.damisela.com/zoo/ave/ratities/ . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 00:58 h.

[27] Cariama cristata. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/seriema.htm . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:08 h.

[28] Common Names: Black Vulture. Fonte: http://www.floridanature.org/species.asp?species=Coragyps_atratus . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:22 h.

[29] Hoje, substâncias fosforadas sintéticas como o Assuntol, Trolene, Ruelene e Neguvon são as mais utilizadas como carrapaticidas em todo o mundo. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/carrapato.htm . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:41 h.

[30] Não existe esse termo, aparentemente. ABUTRES; VULTURES; Fonte: http://www.geocities.com/zedias/familia.htm . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:59 h.

[31] El chajá (Chauna torquata) es característico de los bañados, donde anuncia desde lejos con su potente y característico canto la presencia del hombre o de algún animal extraño. Fonte: http://www.vidasilvestre.org.uy/fotos2.php . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 02:56 h.

[32] A informação parece que não procede.

[33] Santana da Boa Vista.

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