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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Guerra do Paraguai e Bagé: 150 anos(1864-2014) - Capítulo I




Cláudio Antunes Boucinha. Licenciado em História (UFSM). Mestre em História do Brasil (PUCRS).



“Não…”, ela respondeu. “É só a vida… A vida e o ar que se respira”. [ “A Alma e o Coração da Baleia”. Volta ao Mundo em 52 histórias. Neil Philip. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998].



Capítulo I


Introdução


A presença de crianças na guerra, na condição de  soldados, deveria ser objeto de pesquisa. É de reconhecido valor a ideia de que o menor  era visto pela sociedade como um adulto em miniatura, em que o ato de trabalhar, especialmente dos pobres,  começava também muito cedo, vide a própria revolução industrial na Inglaterra, no século XVIII ["A Criança, a Infância e a História" . Eduardo Rodrigues da Silva. Mestrando em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia-UFU. Bolsista da Capes. Graduado em História pela Universidade Estadual de Montes Claros-Unimontes, Campus São Francisco MG. http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=368 ]. Um tratamento melhor, durante a infância, principalmente com relação a educação, era visto como privilégio para a maioria das crianças. Participar da guerra, para uma criança, seria, de  certa forma “natural”, nas condições do século XIX?

A guerra do Paraguai suscita questões morais fundamentais: a morte de crianças por parte das tropas brasileiras é fruto da natureza da própria guerra ou tais mortes poderiam ser evitadas por imperativos morais? A guerra possuí uma moral própria, além do bem e do mal? Cada ato de guerra tem o mesmo conteúdo, a mesma natureza, em um mesmo guarda-chuva, a guerra? Haveriam crimes de guerra, crime contra a humanidade, passíveis de um julgamento justo; ou vingança dos vencedores, em tribunais de exceção? Como ficam os indivíduos, a moral, a ética, em condições de guerra?

Haveria alguma particularidade, alguma especificidade da Província do Rio Grande do Sul, em 1864, no início da Guerra do Paraguai, para justificar análise em separado, exclusiva, da participação dos gaúchos no conflito?

É preciso determinar em que momento preciso da guerra está o interesse da pesquisa. Se é no início da guerra, como sugere o ano de 1864, existia um tipo de entendimento sobre aquele momento.

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