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domingo, 1 de agosto de 2010

HISTÓRIA DO VINHO EM BAGÉ

ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE BAGÉ
HISTÓRICO SOBRE A VITICULTURA EM BAGÉ
CLAUDIO ANTUNES BOUCINHA
BAGÉ, 2004-01-12
A VITICULTURA EM BAGÉ
Introdução
A Pré-História do Vinho1
A vinha era, desde então, a expressão vegetal da imortalidade, e o vinho, seu "filho", ficou sendo símbolo da juventude e da vida eterna.
A videira surgiu antes do homem, como comprovam as pesquisas arqueológicas.
Sua origem é a Ásia Ocidental, entre a Armênia e a Pérsia, de onde se propagou para o Oriente Médio e Ásia Menor.
Mas a disseminação da videira não terminaria por aí: os fenícios a levaram para Creta e todo o arquipélago grego (fazendo, assim, com que surgisse um dos mais simpáticos deuses da mitologia, Dionísio) e, da Grécia, o cultivo da vinha passaria para o Império Romano, que trataria de espalhá-lo por todos os seus domínios.
Talvez, na verdade, essa tenha sido uma das grandes contribuições da chamada "pax romana" (que não era tão pacífica assim): sem os seus legionários, a vinha não chegaria à Aquitânia, Ibéria, Gália e Germânia e, atualmente, ninguém ia poder tomar um Riesling do Reno, ou um Bordeaux.
Na América, a videira chegaria juntamente com Colombo, que a trouxe para as Antilhas, de onde seria levada para o México e, mais tarde, para a América hispânica.
No Brasil, seria introduzida em 1532 por Martin Afonso de Souza, em sua capitania de São Vicente. (O primeiro viticultor brasileiro foi Brás Cubas, que iniciou a produção de vinho em 1551, no planalto de Piratininga, em São Paulo).
De São Vicente o cultivo se espalhou pelo país e, no Rio Grande do Sul, foi introduzido em 1626 pelo jesuíta Roque González que, em São Nicolau, na fase que antecedeu a formação dos Sete Povos das Missões, plantaria videiras européias.
Apesar de amplamente divulgado e conhecido, o vinho não seria "explicado" até o século XIX. O vinho, que é produto da fermentação dos açúcares do suco da uva, teve seu mistério esclarecido quando, no início do século XIX, as pesquisas definiram que a fermentação era provocada por microorganismos de origem vegetal, que receberam o nome de leveduras.
A existência das leveduras seria comprovada definitivamente em 1858 por Luís Pasteur, químico e biólogo francês. Estava, assim, resolvido o enigma do vinho, embora ainda houvesse o que descobrir quanto à sua fabricação: até a vinificação em aço inoxidável e o controle de temperaturas de fermentação por computador ainda seriam necessárias muitas pesquisas.
O vinho foi produzido pela primeira vez no Brasil por Brás Cubas, em 1551, no planalto de Piratininga (São Paulo).
No entanto, a história da viticultura brasileira começa mesmo muito mais tarde, com a chegada dos imigrantes italianos, em 1875. Antes deles, o vinho já havia sido produzido em vários pontos do país e no Estado, mas seria através deles que se formaria a indústria de vinhos, e que o Rio Grande do Sul se tornaria o grande produtor nacional, com mais de 90% dos vinhos feitos no país.
Em 1626 o jesuíta Roque González de Santa Cruz plantou as primeiras videiras em solo gaúcho. Foi em São Nicolau, uma das reduções jesuíticas na fase anterior à criação dos Sete Povos das Missões. No entanto, com a destruição das reduções (ocorrida entre 1630 e 1636, por iniciativa dos bandeirantes), o cultivo de uvas e a produção de vinho foram interrompidos.
Mais de um século depois, em 1742, com a chegada dos açorianos e madeirenses que se fixaram em Rio Grande e Porto Alegre, foi retomada a produção de uva e vinho.
Já em 1813, nas proximidades de Rio Pardo, o açoriano Manoel de Macedo Brum iniciou a produção comercial de uva e vinho e, em 1820, Saint Hilaire, ao fazer sua viagem pelo Rio Grande do Sul, comentava sobre os parreirais que encontrou. Poucos anos depois (1824), os colonos alemães trouxeram novas cepas de videiras européias, observadas com entusiasmo pelo viajante Arsene Isabelle, em 1834.
A primeira videira gaúcha, entretanto, chegaria ao Estado um pouco mais tarde. Em 1840, o comerciante Thomas Messinger plantou, na Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, alguns bacelos da videira americana Isabel, que lhe tinham sido enviados dos Estados Unidos por José Marques Lisboa. A Isabel, extremamente resistente a doenças e pragas, iria se espalhar rapidamente e, em 1860, já predominava em quase todos os vinhedos gaúchos -- onde, ainda atualmente, ocupa cerca parcela expressiva dos parreirais.
Os colonos trouxeram consigo mudas de videiras européias, para produzirem o vinho a que tanto estavam acostumados. Mas essas videiras foram aos poucos dizimadas por doenças causadas por fungos, o que fez com que os italianos fossem buscar, no vale do Rio Caí, na zona de colonização alemã, mudas de Isabel, que levaram para a Encosta Superior da Serra do Nordeste, onde ficavam as suas colônias.
Ali, começaram a produzir vinho, inicialmente para consumo próprio, e contaram com o incentivo do Governo do Estado, que em 1900 fundou em Porto Alegre a Estação Agronômica, que trouxe da Europa diversas castas viníferas, cujos bacelos foram distribuídos pela região de colonização italiana (Caxias, Bento Gonçalves e Garibaldi).
Em 1907, mais uma vez visando incentivar o cultivo da uva e a produção de vinho, o governo trouxe os enólogos Lourenço e Horácio Mônaco, formados na Itália e que trabalhavam na região de Mendoza, na Argentina, para realizarem a divulgação dos métodos mais modernos de cultivo e vinificação. Com eles, teria início a vitificação "científica" no país.
A partir da chegada dos irmãos Mônaco, surgiram várias empresas produtoras de vinhos, entre elas a Dreher e Salton, em 1910, e a Peterlongo, em 1913, as duas últimas ainda em operação, mas todas elas esbarravam em uma dificuldade: como escoar a produção? O transporte entre a região colonial e a capital era difícil e complicado, feito em barris de madeira transportados em lombos de burro.
Esse problema, entretanto, foi resolvido com a inauguração da estrada de ferro Caxias-Montenegro, em 1915, através da qual os vinhos eram encaminhados para Porto Alegre, de onde, pela Lagoa dos Patos e através do Porto de Rio Grande, poderiam ser despachados para o resto do país.
A partir de então, através de iniciativas governamentais (com a criação de Estações Experimentais de Viticultura e Laboratórios de Enologia) e do esforço privado (como a criação da Companhia Vinícola Rio Grandense, fundada em 1929, e que já em 1935 lançaria os primeiros varietais brasileiros) a vinicultura gaúcha cresceria cada vez mais.
A partir da década de 40, as vinícolas gaúchas realizariam algumas exportações esporádicas, como a feita pela Peterlongo, que em 1942, durante a Segunda Guerra, realizou vendas de champagne para o magazine americano Macy's, e a Aurora, que em 1958 vendeu dois milhões de litros para a França.
Ainda nesse ano, a Federação das Cooperativas de Vinho do Estado vendeu 15 milhões de litros para aquele país, que, além de ter tido uma safra pequena, enfrentava problemas no Norte da África, não podendo importar vinho de suas colônias lá localizadas.
Entretanto, o grande salto rumo ao mercado internacional seria dado já na década de 1980, quando empresas como a Aurora começaram a realizar um trabalho sistemático de penetração em mercados de outros países.
Outro marco da evolução da viticultura brasileira foi, na década de 1970, a implantação de empresas multinacionais no setor: a Martini & Rossi, Möet & Chandon, Maison Forestier, Heublein e Almadén, que, ao chegarem ao Estado, trouxeram processos de vinificação mais modernos, fazendo com que as demais empresas também procurassem se atualizar.
Além disto, a década de 1970 também se destacou por abrir uma nova fronteira para a vitivinicultura brasileira, com a instalação de vinhedos na região da fronteira, e o início da exploração das potencialidades da região do Vale do São Francisco.
A bebida, em especial o vinho, sempre esteve associada às mais perfeitas realizações e aos momentos mais degradantes da espécie humana.
Pela sua capacidade de alterar o comportamento, foi endeusada e condenada, considerada saudável ou um caminho certo para a ruína.
Mas, apesar dos pontos de vista variáveis, diversas civilizações tiveram deuses que estavam diretamente associados a bebidas alcóolicas, dentre os quais o mais conhecido até hoje, Baco, ou Dionísio, o deus grego do vinho.
A videira é uma planta perene. No entanto, durante o inverno, ela "adormece", suas folhas caem, e a planta parece morta. Quando renasce, oferece aos homens os seus frutos, com os quais se faz uma bebida que os torna alegres, e que, durante o inverno, enquanto a videira dorme, irá aquece-los. Talvez por isto as mais antigas civilizações a tenham associado à vida eterna: a planta que "ressuscitava" também oferecia a "água da vida".
O simbolismo atravessaria os tempos, e permaneceria mesmo na época cristã -- o vinho iria simbolizar o sangue de Cristo; e, no Antigo Testamento, no Cântico dos Cânticos, considerado um dos mais belos trechos da Bíblia, a personagem feminina é uma "pastora na vinha", e seu marido a compara, diversas vezes, a uma videira. Mesmo entre as crendices populares atuais ainda se encontram traços dessa antiga associação. Em um "dicionário de sonhos" acham-se as seguintes definições: "sonhar com vinho tinto - aumento na família"; "beber vinho - restabelecimento de pessoa enferma". 2
O cultivo da uva
Esses italianos, ótimos para trabalhar e negociar, também eram bons de copo e adoravam o vinho há séculos. Quando pisaram aqui, trataram logo de começar a cultivar as mudas de uva que traziam na bagagem. A experiência não deu muito certo. As uvas nobres que costumavam plantar na Itália eram vulneráveis às doenças e pragas locais e acabaram morrendo rapidamente. A solução veio com os colonizadores alemães. Em contato com moradores de Feliz, eles conseguiram mudas Isabel, variedade trazida ao Rio Grande do Sul em 1840, dos Estados Unidos, e plantada inicialmente na Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, pelo comerciante Thomas Messinger 3. A principal qualidade dela era a resistência a doenças e pragas. O vinho feito com a Isabel não era muito bom, mas a rusticidade fez a variedade estar na maior parte dos parreirais gaúchos antes mesmo de os italianos pisarem aqui. A Isabel foi trazida para a Serra por Tomaso Radaelli, que adquiriu algumas mudas da família Noll, de Feliz. Segundo o historiador e jornalista Mário Gardelin, alguns dos parreirais centenários nascidos dessas uvas ainda existiam até recentemente em Nova Milano, interior de Farroupilha, e “produziam excelente fruto”. De Nova Milano, a variedade se espalhou rapidamente pelas localidades vizinhas.
O cultivo de uva se intensificou na Serra Gaúcha e transformou-se, em poucos anos, na principal fonte de riquezas da região. Da fruta, os imigrantes e seus descendentes produziram o vinho e começaram a vendê-lo para outras regiões do Rio Grande do Sul ainda no século passado. No começo deste século, passaram a abastecer também São Paulo e Rio de Janeiro, os dois principais centros econômicos e políticos da época. Conscientes de que a (variedade) Isabel não era ideal para a produção do vinho, as autoridades procuraram colocar à disposição dos viticultores variedades viníferas, as chamadas castas européias que estavam sendo desenvolvidas no Estado ou eram importadas de outros países, como Uruguai. Em 1913 foi criada, em Caxias do Sul, a Estação Experimental, com a atribuição de descobrir quais culturas eram mais viáveis na Serra. A ordem era não restringir as pesquisas à uva, mas foi mais ou menos isso que ocorreu. A Estação acabou, com o tempo, se especializando na produção de variedades finas, ideais para a produção de vinho. O problema, todavia, era convencer o produtor a deixar a Isabel de lado e optar pela variedade nova. Em 1928, com o objetivo de regular a produção e melhorar a qualidade da uva, as cantinas criaram o Instituto Riograndense do Vinho, órgão que reunia apenas as indústrias. Estimulados pelo governo, os viticultores formaram várias cooperativas em 1929. Nessa queda-de-braço, o setor vinícola e Caxias do Sul acabaram ganhando.4
Alguns vestígios da presença do vinho foram localizados em Santos, litoral paulista, provavelmente trazido pelas caravelas de Martim Afonso de Souza - o primeiro colonizador da Capitania de São Vicente, e então plantado pelo fundador da cidade, Brás Cubas. Pelo que foi avaliado, porém, era um vinho de pouca qualidade, destinado principalmente às missas. No século XVIII, o açoriano Manoel de Macedo Brum da Silveira foi reconhecido oficialmente por Dom João VI como o primeiro produtor de vinho do Rio Grande do Sul. Segundo Rinaldo Dal Pizzol, da família que ainda possui vinícolas naquela região, por volta de 1840 mudas da casta Isabel foram enviadas pelo rio-grandense Marques Lisboa - diplomata brasileiro nos EUA (considerado o pioneiro na implantação desta uva) - para o comerciante alemão Thomas Messiter5 e plantadas na Ilha dos Marinheiros.6
Segundo o enólogo Luis Henrique Zanine, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), o cultivo da uva no Estado teve início muito antes da imigração italiana. A primeira muda foi introduzida pelos jesuítas, no ano de 1926, em São Nicolau, na região dos Sete Povos das Missões. Em 1840, na Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, a variedade Isabel, da qual são produzidos os vinhos mais comuns, chegou ao Rio Grande do Sul. “Os imigrantes vieram com o domínio do plantio e manejo da fruta. Passaram a cultivar aqui da mesma forma que faziam na Itália e trouxeram outras variedades, mas algumas não se adaptaram ao clima”, explica Zanine.7
A viticultura no Rio Grande do Sul foi introduzida na Ilha dos Marinheiros quando o Marquês8 de Lisboa, que se encontrava em Washington em 1830, enviou os primeiros bacelos de parreiras ao comerciante Thomas Messiter9. Como possuía terras na ilha, o comerciante inglês introduziu ali o cultivo da uva. A primeira variedade cultivada foi a Isabel ou Americana10. Depois, foram cultivadas outras variedades, como a Niágara, a Natal, a Concórdia, a Carriça, a Berlin (ou Uberlim), a Pingo de Mel e a Moscatel. Inicialmente, o vinho produzido na Ilha dos Marinheiros era consumido pelas famílias, depois se estendeu ao mercado do Rio Grande do Sul e mais tarde para a exportação. Cada propriedade produzia no mínimo dez pipas de vinho por ano. As pessoas da casa, inclusive os empregados, tomavam vinho em todas as refeições e até quando sentiam sede. Os ilhéus preparavam a uva para o mercado, arrumando-a, depois de selecionados os cachos, em balaios de vime, feitos artesanalmente. Essa uva era consumida nos mercados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1910, a ilha exportou 1374 pipas de vinho. Em 1912, foram exportadas 1121 pipas de vinho e 353.410 quilos de uvas para o Rio de Janeiro. Conforme uma publicação da Samrig de 1986, os alemães que chegaram ao Rio Grande do Sul em 1824 tentaram produzir uvas de espécies européias no Vale do Rio dos Sinos, mas a produção não obteve sucesso. Em meados de 1875 chegaram os italianos, trazendo na bagagem bacelos de uvas européias, que não se adaptaram à região de Garibaldi. Assim, seguindo a intuição, romperam as florestas e montanhas até as regiões ocupadas pelos alemães e levaram consigo bacelos das uvas Isabel e Concórdia, que haviam sido trazidos na década de 1830 dos Estados Unidos diretamente para a Ilha dos Marinheiros. A uva adaptou-se na região, transformando-se no empreendimento social que é hoje. Em 1900, os mercados de Porto Alegre e São Paulo, que antes eram abastecidos pela Ilha dos Marinheiros, começaram a receber vinho da serra. Em 1927, com a criação da Vinícola Rio-Grandense, na serra gaúcha, os produtos artesanais foram saindo do mercado, dando lugar aos vinhos industrializados. A ilha teve problemas com essa concorrência, pois, apesar de ser a mais antiga produtora de vinho, sua forma de produção era primária, sem nenhuma técnica especial. Mesmo assim, ainda conseguiu produzir até 1945, quando uma praga dizimou a plantação.11
Em registro genealógico sobre a presença de britânicos, na América do Sul, são identificados três registros:
a) Messier, Thomas, em 1827, Brazil, na cidade de Rio Grande GENTLEMANS MAGAZIUNE Marriage
Messiter Thomas 1819 Brazil Port Alegre Public Record Office Status
Messiter. Thomas 1852 Brazil Rio Grande do Sul PRO BRAZIL Business
SURNAME GIVEN NAME DATE COUNTRY TOWN DATA SOURCE DATA_TYPE
http://www.bisa.btinternet.co.uk/m.htm
Variedades De Uva12
BORDÔ OU IVES (nome correto)
Também chamada ives seedling no paraná, e folha de figo em minas gerais.
Originária de OHIO (USA).
Produz mosto tintório para corte (boa cor e alta acidez).
CONCORD
Também chamada “Francesa". Originária de MASSACHUSSETS (EUA).
Produz mosto excelente para sucos (é o padrão internacional).
É a uva que produz o melhor suco, teve seu centro original de dispersão no brasil na colônia francesa em pelotas(RS), por isso sendo chamada na região colonial italiana de "uva francesa".
HERBEMONT
Também chamada "Borgonha" ou "Belmonte". Originária da CAROLINA DO SUL (EUA).Produz mosto de pouca cor, devendo ser vinificado em branco, sendo base para destilaria e vinhos compostos.
ISABEL, ISABELLA.
Também chamada “Frutilla" e "Brasilenã", no uruguai. Originária da carolina do sul (eua).é a uva mais cultivada do país, dela se elaborando todo o tipo de produto enológico. serve também como uva de mesa. Entrou no RS pela ilha dos marinheiros, em rio grande. è a cultivar melhor adaptada na serra gaúcha.
NIÁGARA BRANCA
Também chamada “Francesa Branca". Originária de NOVA YORK (EUA).Seu vinho é aromático, e também serve como uva de mesa, pois tem bagas grandes de sabor aframboezado e doce, do tipo americano.
CABENERT SAUVIGNON
Originária de bourdeaux, frança.Produz vinho tinto, varietal fino, de longo envelhecimento.No Brasil produz o vinho tinto fino, de melhor envelhecimento.
MERLOT
Originária de Bordeaux, França.Uva de excelente adaptação às condições de solo e clima do Sul do Brasil. Produz vinho tinto fino, de grande qualidade e que melhora com o envelhecimento não muito prolongado.
CHARDONNAY
Originária da borgonha, frança.Produz vinho branco, varietal fino, frutado, de médio envelhecimento ou espumante, de características notáveis.moscato brancooriginária da bacia do mediterrâneo.Produz vinho branco, varietal fino, de consumo breve. Seu bagaço fermentado fornece graspa de alta qualidade.É a ssgunda vinífera mais plantada do brasil.
RIESLING ITÁLICO
Originária da europa centro-oriental.Produz vinho branco, varietal fino, frutado, de consumo breve. Pode ser usado para espumante.No Rio Grande do Sul origina um dos melhores vinhos brancos finos, de muita tipicidade.
1888
“A vinícola dos Marimon também marcou a vida dos seivalences, pois esteve em atividade por muitos anos. Era um local de confraternização e de vários acontecimentos curiosos, segundo relatou Heitor Wagner de Paiva Rosa”. Em 1994, ainda se encontravam as “ruínas da Vinícola Marimon, em Seival, fundada em 1888, que funcionou por mais de 70 anos”. 13
Da antiga propriedade de Seival restaram as ruínas da casa senhorial, que será restaurada. 14
1896
Por volta de 189615 o Governo do Estado entrou a animar a iniciativa do colono italiano no sentido de obter vinho nacional de boa qualidade. Importou bacelos, fundou uma Estação Experimental de Agronomia16, na qual se fizeram as primeiras análises dos vinhos produzidos, aconselhando-se a correção do mosto e outras medidas indispensáveis, sobretudo, à conservação do produto.
1898
“Em 1898, o Governo do Rio Grande do Sul, pelo decreto nº 178, de 02 de setembro17, estabeleceu em Porto Alegre, na Chácara das Bananeiras, no Partenon, a Estação Agronômica Experimental, (...)”. 18
“(...) O Decreto nº 178, de 05 de outubro de 1898, criou em Porto Alegre, na chácara das Bananeiras, a primeira Estação Agronômica do Rio Grande do Sul. No mesmo ano (1898), o governo estadual importou bacelos, distribuindo-os aos colonos de Caxias, São Marcos, Antônio Prado, Alfredo Chaves, Ijuí, Bento Gonçalves, além de viticultores de São Leopoldo, da Tristeza e proprietários de chácaras na capital”. 19
Em 1898 mandou vir 25.000 bacelos por intermédio da Casa João Adolfo da Fontoura Freitas e os fez distribuir aos colonos de Caxias do Sul, Antônio Prado, São Marcos, Alfredo Chaves, Ijuí, Bento Gonçalves, e também a agricultores de São Leopoldo, da Tristeza e a proprietários de chácaras nesta capital, com o que despendeu Rs. 3:199$760; mais 42$500 de embalagens e carretos. 20
1899
“(...) e o Dr. João José Pereira Parobé, eminente rio-grandense, secretário das Obras Públicas, em seu relatório de 1899, diz o seguinte”:
“Em três anos consecutivos se tem feito distribuição de videiras de diferentes qualidades, para substituírem aespécie única até agora cultivada no Estado. Entre nós poderá a indústria vinícola constituir sempre um manancial de riquezas, desde que nela se introduzam aperfeiçoamentos de que é susceptível. Os dados estatísticos das colônias acusam em todas elas abundante produção de vinho, mas de inferior qualidade, certamente porque é toda ela da uva Izabel e ainda porque o fabrico é imperfeito. Criando-se na Capital a Estação Experimental de Agronomia, assinalou-se-lhe nas suas atribuições o serviço de promover o aperfeiçoamento da viticultura no Estado”. 21
“Em 1899, o governo importou do Uruguai mais de 20.000 bacelos para distribuição entre os colonos e criou o primeiro Laboratório Enológico Rio-Grandense, na Estação Agronômica Experimental”. 22
No ano seguinte (1899) importou do Uruguai mais 20.000 bacelos, gastando a quantia de Rs. 2:751$878 com os mesmos e 175$500 com o seu transporte para as colônias. Enquanto isto, a Estação Agronômica estudava a adaptação de viníferas e comparava os produtos das castas finas e das comuns, realizava enxertos etc. Desse modo já em 1901 podia distribuir 8.800 bacelos de produção própria, o que continuou a fazer até 1910, quando foi cedida à Escola de Engenharia.23
Em uma primeira observação sobre as origens da vitivinicultura em Bagé, embora os relatos de que a produção de vinho ocorresse desde 1888, pode-se compreender que o desenvolvimento da cultura da videira estava associado, em Bagé, com a fundação da Estação Agronômica, em Porto Alegre. Aparentemente, houve envio de bacellos24de videiras, de diferentes espécies, para Bagé, anualmente. E não só para a Serra Gaúcha, como sugerem alguns autores:
Em 1900, 25 consciente de que a uva Isabel26 não era a mais adequada para a produção do vinho, pois gera um produto de menor qualidade, o Governo do Estado fundou, em Porto Alegre, a Estação Agronômica. 27 E, novamente, foram trazidas da Europa diversas castas viníferas, as quais foram disponibilizadas e distribuídas aos viticultores da região de colonização italiana, onde atualmente se situam os Municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi. Portanto, a serra gaúcha tornou-se a mais importante região vinícola do Brasil por razões históricas”. 28
“(...) Antonio Borges de Medeiros, Presidente do Estado, em Mensagem à 3ª Sessão Ordinária da Assembléia dos Representantes, a 20 de setembro de 1899, escreveu”:
Para que a nossa produção agrícola possa avantajar-se sobre todas, urge promover a rápida substituição de atrasados e rotineiros processos de cultora por outros mais perfeitos e racionais”.
“Subordinada a esse pensamento instalou-se29 nos subúrbios desta Capital a estação agronômica experimental, destinada a ser uma escola de aprendizagem”.
Dentre todas as culturas mereceu preferência assinalada a videira, procurando-se estabelecer a mais apurada seleção entre as mais variadas castas conhecidas”.
Há três anos que, à custa do Estado, se distribuem entre as colônias bacelos das melhores qualidades”.30
Todavia, para tornar plenamente eficaz a ação do Estado, é também indispensável acompanhar os processos de fabricação do vinho; porque si abundante é a produção deste gênero, segundo dados estatísticos recolhidos, é, ainda inferior a sua qualidade”.
Daí a conveniência de fundar-se também, na estação experimental, um laboratório de analises de todo o vinho produzido, antes de ser entregue ao consumo público”.
Mediante tais exames, que darão a conhecer as imperfeições do processo empregado, ministrar-se-ão aos vinicultores indicações úteis, que servirão para sanar as faltas encontradas”.
“A indústria vinícola está fadada a constituir, em futuro próximo, uma fonte inexaurível de riqueza; fomenta-la, por conseguinte, é dever impreterível que se impõe a todos”. 31


1902
Na (...) Mensagem de 1902, o Presidente (do Estado) Borges de Medeiros:
“(...) A distribuição anual de bacelos das melhores castas de videiras trará dentro em pouco a substituição completa da uva Isabel, que não é a mais própria para fabricação do vinho, atenta a sua fraqueza alcoólica”. 32


1903

 “PELO MUNICIPIO. (…) Muitos são os estabelecimentos produtores,entre os quais salienta-se o de propriedade do operoso e honrado cidadão Agustinho Antonio de Almeida, pela grande exportação de arvores frutíferas, vinhos e frutas; pela forte plantação de cereais, e verdura, e pelo numero extraordinário de arvores, pois contam-se para mais de 120.000 pés, sendo trinta mil de finas parreiras, que produzem anualmente cerca de 40 pipas de vinho. (…) J. R. Moreira Gomes”. [ O DEVER. ORGAO DO PARTIDO REPUBLICANO. N° 341. BAGÉ, QUARTA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 1903; p. 1].

"A Viticultura, principalmente, vai também tomando grande impulso em nosso município ( Bagé), já havendo regular número de estabelecimentos para o fabrico do vinho e cultivando-se as diferentes espécies de videiras, que aqui mais se aclimatam e melhores resultados dão para esse fim. A Estação Agronômica do Estado33, em Porto Alegre, anualmente nos envia "bacellos" das diferentes espécies de videiras, para serem distribuídas gratuitamente aos viticultores, o que revela o interesse patriótico do benemérito governo do Estado em auxiliar esta indústria". (INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO APRESENTADO AO SR. MAJOR JOSÉ OCTÁVIO GONÇALVES, INTENDENTE MUNICIPAL DE BAGÉ, POR PEDRO ANTÔNIO DA CUNHA, SECRETÁRIO DO MUNICÍPIO E DR. LUIZ JOSÉ MONTEIRO, DIRETOR DAS OBRAS PÚBLICAS, EM 1º DE SETEMBRO DE 1903. Bagé: Estabelecimento Tipografico Thomaz j. Salgado, s/d).


1904
A Estação Agronômica do Estado, em Porto Alegre, em 1904, enviou mais de "3.000 bacellos das diferentes espécies de videiras", para serem distribuídos aos viticultores do Município de Bagé. INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIOS APRESENTADO AO INTENDENTE, CORONEL JOSÉ OCTÁVIO GONÇALVES, PELOS SECRETÁRIOS DO MUNICÍPIO, TESOURO E DIRETOR DAS OBRAS PÚBLICAS, EM 1 º DE SETEMBRO DE 1904. Bagé: Typographia d'O DEVER, 1904.
1906
Foram distribuídos, como é de costume fazer-se a diversos agricultores deste município, os bacellos de videiras de diferentes espécies, que anualmente envia à esta Intendência a Estação Agronômica do Estado, em Porto Alegre. (RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO DE 15 DE OUTUBRO DE 1906, PELO INTENDENTE, DR. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Bagé: Typographia da Casa Maciel, 1906, p. 08).
O cultivo da vinha está, porém, preocupando a muitos industrialistas que já tem obtido, excelentes resultados, visto prestarem-se as nossas terras, com vantagem à agricultura, produzindo com facilidade os mais apreciados “cereais”. RELATÓRIO APRESENTADO AO INTENDENTE MUNICIPAL, PELO ENCARREGADO DA SECÇÃO DE ESTATÍSTICA, JORGE REIS, ABRANGENDO O PERÍODO DE 1º DE SETEMBRO DE 1905 À 31 DE AGOSTO DE 1906. In: RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO DE 15 DE OUTUBRO DE 1906, PELO INTENDENTE, DR. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Bagé: Typographia da Casa Maciel, 1906, p. 33).
1907
Ocupam o primeiro lugar entre os vinicultores deste município os Srs. Caneda & Marimon, estabelecidos em Santa Rosa, os quais possuem para mais de setenta mil pés de diferentes variedades de viderias. (RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO DE 31 DE OUTUBRO DE 1907, PELO INTENDENTE, DR. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Pelotas: Officinas de obras do Diário Popular, 1907, p. 8).
Tabela 1 – Estatística do Município de Bagé. Suplementar. Mapa do Vinho fabricado pelos viticultores deste Município, no ano de 1907. Observações: O importante estabelecimento agrícola dos Srs. Caneda & Marimon, situado em Santa Rosa, 5º Distrito deste Município, contém uma plantação de 70.000 pés de videira de diferentes qualidades, sendo 50.000 já frutificadas. Os produtos são vendidos nesta praça. Bagé, 1º de setembro de 1907. Jorge Reis. (RELATÓRIO APRESENTADO AO INTENDENTE MUNICIPAL Sr. Dr. AUGUSTO LÚCIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, PELO ENCARREGADO DA SECÇÃO DE ESTATÍSTICA JORGE REIS, ABRANGENDO O PERÍODO DE 1º DE SETEMBRO DE 1906 A 31 DE AGOSTO DE 1907. In: RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO DE 31 DE OUTUBRO DE 1907, PELO INTENDENTE, Dr. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Pelotas: Oficinas de obras do Diário Popular, 1907).
Nomes
Número de Pipas
Residência dos viticultores
Distrito
Caneda & Marimon
100
Santa Rosa34
5º Distrito – Jagurão Chico
Agostinho A . Almeida
40
Santa Tecla
1º Distrito
Antônio Jordão
20
Subúrbios
1º Distrito
Bento Gonçalves da Silva
10
Cerros de Bagé
1º Distrito
Cesario Vignoles
10
Passo do Peres
1º Distrito
José Domingues
09
Subúrbios
1º Distrito
Antônio Maçans
06
Subúrbios
1º Distrito
D. Carmelita Abascal
10
Passo das Pedras
Dr. Arthur Areias
10
Subúrbios
1º Distrito
Anaurelino Corrêa de Barros
20
Pirahy35
3º Distrito – Olhos d’Água.
Soma: 235 pipas.
190836
Devido aos grandes estragos feitos em todo o Estado pela invasão dos gafanhotos, decresceu consideravelmente este ano, o fabrico de vinho, enste município, afetando esse desolador flagelo, a outros ramos não menos importantes da nossa lavcoura. O vasto estabelecimento agrícola dos Srs. Caneda & Marimon, que situava-se no distrito de Santa Rosa, que projetava preparar 200 pipas de vinho, conseguiu um "fabrico insignificante", o mesmo sucedendo aos demais viticultores. (RELATÓRIO APRESENTADO AO INTENDENTE MUNICIPAL Sr. Dr. AUGUSTO LÚCIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, PELO ENCARREGADO DA SECÇÃO DE ESTATÍSTICA JORGE REIS, ABRANGENDO O PERÍODO DE 1º DE SETEMBRO DE 1907 A 31 DE AGOSTO DE 1908. In: RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO DE 10 DE OUTUBRO DE 1908, PELO INTENDENTE, DR. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Bagé: Typographia da Livraria A POPULAR dos Irmãos Cirone, 1908, p. 23).
Tabela 2- Estatística do Município de Bagé. Mapa doa vinho fabricado pelos viticultores deste Município, no ano de 1908. (Mapa nº 15). Obs: Devido aos grandes estragos feitos pela invasão dos gafanhotos, decresceu este ano, consideravelmente, o fabrico do vinho, neste Município, afetando esse estado desolador, a outros ramos da nossa lavoura. O importante estabelecimento agrícola dos Srs. Caneda & Marimon, sito em S. Rosa, que esperava preparar 200 pipas de vinho, conseguiu com muito trabalho e relativas despesas, um fabrico insignificante , o mesmo sucedendo aos demais viticultores. Bagé, 1° de setembro de 1908. Jorge Reis. (RELATÓRIO APRESENTADO AO INTENDENTE MUNICIPAL Sr. Dr. AUGUSTO LÚCIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, PELO ENCARREGADO DA SECÇÃO DE ESTATÍSTICA JORGE REIS, ABRANGENDO O PERÍODO DE 1º DE SETEMBRO DE 1907 A 31 DE AGOSTO DE 1908. In: RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO DE 10 DE OUTUBRO DE 1908, PELO INTENDENTE, Dr. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Bagé: Typographia da Livraria A POPULAR dos Irmãos Cirone, 1908).
Nomes
Número de Pipas
Residência dos viticultores
Distrito37
Caneda & Marimon
50
Santa Rosa
5º Distrito – Jaguarão Chico
Agostinho A . Almeida
20
Santa Tecla
1º Distrito
Antônio Jordão
09
Subúrbios
1º Distrito
Bento Gonçalves da Silva
04
Cerros de Bagé
1º Distrito
Cesario Vignoles
04
Passo do Perez
1º Distrito
José Domingos
02
Subúrbios
1º Distrito
Antônio Maçans
01
Subúrbios
1º Distrito
D. Carmelita Abascal
05
Passo das Pedras
Dr. Arthur Areias
04
Subúrbios
1º Distrito
Anaurelino Corrêa de Barros
09
Pirahysinho38
3º Distrito – Olho d’Água.
Soma: 108 pipas.
1920
Quantidade de Estabelecimentos e Produção de Uva, em Bagé, em 1920
Município
Vinho (Vin)
Bagé
De Uva (de la treille)
De outras qualidades39
Número de estabelecimentos produtores (Nombre d’établissements producteurs)
Produção Hectolitros40
(Production - Hectolitres)
Número de estabelecimentos produtores (Nombre d’établissements producteurs)
Produção Hectolitros(Production –
Hectolitres)
6
322
1
28
Tabela 3 – Produtos derivados da cana de açúcar e da mandioca e vinho produzido nos estabelecimentos rurais recenseados em 1 de setembro de 1920 (Ano Agrícola de 1919-1920). DIRECTORIA GERAL DE ESTATÍSTICA. Synopse do recenseamento realizado em 1º de setembro de 1920. Rio de Janeiro: Typ. da Estatística, 1925.
Uma das principais batalhas da Revolução Farroupilha aconteceu em Seival, terra de origem de um vinho famoso na década de 1920,Quinta do Seival. A nova empresa (Miolo) herda a tradição do (vinho) Quinta de Seival, um vinho produzido no passado pelos irmãos Marimon, integrantes de uma família de estancieiros influentes na região, amigos do conhecido líder político liberal Assis Brasil. Na década de 1920 o tinto já fazia sucesso, o que o torna um dos primeiros, senão o primeiro, vinhos finos produzidos no País. O pioneirismo tradicionalmente era atribuído ao igualmente gaúcho Granja União, nascido na década de 1930. 41
A Quinta do Seival foi uma das primeiras vinícolas do Brasil e era fornecedora de vinhos para a Família Assis Brasil.42
1935
Tabela 4 - Produção de Uva em Bagé, em 1935. Fonte: Relatório do Prefeito Municipal, Dr. Luiz Mércio Teixeira, para o ano de 1939. Citado por Pimentel, 1940, p. 106.
Produto
Área Plantada hectares
Produção em toneladas
Valor
Uva
59
130
61:200$000
Tabela 5 - Produção de Uva em Bagé, em 1938. Fonte: Pimentel, 1940, p. 107.
Produto
Área Plantada em Hectares.
Produção em toneladas
Valor
Uva
64
143
114:400$000
1939
Fruticultura: Principalmente a laranja produz em grande quantidade, tanto a de umbigo como a crioula, bem como pêssego, marmelo, ameixa e maçã. (PREFEITURA MUNICIPAL DE BAGÉ. RELATÓRIO DO PREFEITO MUNICIPAL, Dr. LUIZ MÉRCIO TEIXEIRA, APRESENTADO AO EXMO. SR. INTERVENTOR FEDERAL NO ESTADO, CORONEL OSVALDO CORDEIRO DE FARIAS. Bagé: s/editora: 1939).pp. 27-28.
1999-2000
Por uma feliz coincidência, a propriedade onde ele era produzido (vinho Quinta do Seival) pertence hoje à Vinícola Miolo, que vai relançar um tinto com este mesmo nome, em sociedade com o grupo português Dão Sul e a importadora paulista Expand. “Quinta do Seival será um grande vinho no estilo português, elaborado com castas portuguesas”, explica Fábio Miolo, diretor comercial da empresa. De início, vão ser plantados 10 hectares com as uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Aragonês e Alfrocheiro Preto. Vinícola Dão Sul é conhecida dos brasileiros por seus reputados tintos e brancos Quinta de Cabriz. A presença da (vinícola) Miolo, na divisa com o Uruguai; é recente. A família descende do imigrante italiano Giuseppe Miolo, que chegou ao Brasil em 1897 e fixou-se inicialmente no município de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Ali ganhou uma parcela de terras, o Lote 43, onde atualmente é o Vale dos Vinhedos, e começou a produzir uvas, vendidas a terceiros. Somente em 1989 Darcy Miolo e os cinco filhos resolveram engarrafar os vinhos com seu próprio rótulo. Comprou novas áreas e atualmente possui 100 ha de vinhedos na Serra, além de uma cantina, a Osteria Mamma Miolo.Mas o projeto de crescimento esbarrou na explosão do preço da terra na Serra Gaúcha e por isso os Miolo decidiram diversificar os negócios. Na década de 1990 começaram a produzir vinhos no Vale do rio São Francisco, em parceria com a empresa gaúcha Bentec/Lovara e com uma vinícola nordestina, a Santa Maria. E há pouco mais de três anos (1999?) a família deu novo salto, desta vez em direção à fronteira, no extremo sul do País.Ter uma estância na Campanha gaúcha era um velho sonho de Darcy Miolo, realizado com a compra de uma propriedade com 800 hectares no distrito de Seival, município de Candiota, a cerca de 400 km de Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul. O município aliás, é bastante jovem, pois foi emancipado apenas em 1992, reunindo áreas antes pertencentes a Pinheiro Machado e Bagé. No distrito de Seival fica a nova propriedade da família Miolo, a Fortaleza de Seival. Como outras herdades dos pampas, era dedicada principalmente à criação de gado e ao rebanho de ovelhas. A essas atividades agrícolas, os novos donos acrescentaram os vinhedos.De início foram plantadas as mesmas espécies com as quais estavam habituados na Serra Gaúcha, ou seja, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Merlot e Cabernet Sauvignon. Depois, os Miolo resolveram testar ali as castas típicas das regiões portuguesas Douro e Alentejo, como Touriga Nacional, Tinta Roriz, Aragonês e Alfrocheiro Preto. A primeira colheita nos vinhedos da Campanha aconteceu este ano. “O resultado foi maravilhoso”, alegra-se Fábio Miolo. A safra de 2003 tem se mostrado excelente. “Já colhemos as variedades de maturação precoce, como Chardonnay e Pinot Noir. Tivemos Pinot Noir com 21º Babo, o que nunca havíamos conseguido antes”, diz ele, referindo-se às medidas internacionais que indicam o grau de concentração de açúcar natural na uva. Do ponto de vista da qualidade, a vindima deste ano está sendo colocada em patamar semelhante à de 2002, considerada excepcional. Falta aguardar o comportamento da natureza por mais alguns dias, até o final da colheita das tintas de maturação tardia, especialmente a Cabernet Sauvignon. Fábio Miolo calcula que nesta primeira safra comercial no extremo Sul a empresa colha 60 toneladas de uvas, sendo 20 toneladas de castas portuguesas. O bom desempenho das espécies lusas faz supor que há alguma semelhança entre o clima da Campanha e o de regiões vinícolas de Portugal, o que despertou o interesse da casa Dão Sul para também investir nessa parte do Brasil. “Não se trata apenas de consultoria técnica”, destaca o diretor comercial da Miolo. “Será constituída uma nova vinícola com capital da Miolo, da Dão Sul e da Expand, que até então só importava os vinhos desta firma portuguesa”. A seu redor, para começar a produção, serão plantados 10 hectares com as castas portuguesas já testadas nos outros vinhedos da Miolo.43
Nesta categoria se encaixa a Miolo, uma vinícola gaúcha das mais tradicionais que, como manda o figurino no mundo dos vinhedos, é uma empresa familiar, cuja dedicação dos seus membros faz a diferença no produto final. Durante recente petit comitê, no Recife, que reuniu jornalistas, o diretor comercial da marca no Nordeste, Evandro Giacobbo, apresentou dois novos rótulos do Projeto Fortaleza do Seival Vineyards, produzidos na Campanha Gaúcha. Os títulos Fortaleza do Seival Tannat e o Tempranillo são os primeiros da linha premium lançados na ocasião, com uma tiragem de 50 mil garrafas cada. Em julho, o enólogo Michel Rolland, consultor do projeto, chega ao Brasil para fazer mais um lançamento. Dessa vez, estará pronto o superpremium Quinta do Seival Cabernet Sauvignon. Os outros a chegarem no mercado, ainda este ano, serão o Pinot Grigio e Sauvingnon Blanc. O projeto Fortaleza do Seival coroa a boa fase da (vinícola) Miolo. A nova linha significa a entrada da marca no segmento de vinhos diferenciados, mais elaborados, produzidos para um público de apreciadores cada vez mais exigentes. Iniciado em 2000, a vinícola investiu nada menos que R$ 10 milhões em uma área de 100 hectares de parreirais e produtividade média das vinhas entre seis e oito toneladas, e em 2003, obteve seu primeiro reconhecimento. Botou no mercado o Quinta do Seival Castas Portuguesas, que foi bem recebido pela crítica especializada e foi exportado para França, Itália, Alemanha, República Tcheca e EUA. Fortaleza do Seival Tempranillo – Estrutura média, tonalidade média de rubi. Leve toque de madeira, presença aromática de frutas vermelhas. Graduação alcoólica: 13%.Fortaleza do Seival Tannat – Encorpado, mais estruturado que o tempranillo, tanino pronunciado (característica própria dessa uva), tonalidade forte de vermelho ficnado entre rubi e púrpura. Presença de carvalho, frutas maduras e especiarias. Equilibrado; sensação aveludada. Graduação alcoólica: 13%.44
Quinta do Seival 2003
Quinta do Seival é o primeiro vinho brasileiro elaborado com castas portuguesas no Brasil. Este vinho - um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro - já tem o dedo do enólogo francês Michel Roland e suas uvas são provenientes dos vinhedos que a Miolo possui na Região da Campanha, em Candiota, Rio Grande do Sul. Foi na Fazenda Fortaleza do Seival que ocorreu a Batalha do Seival, dando início à Revolução Farroupilha. Para elaboração desse tinto, as uvas foram colhidas manualmente na segunda quinzena de março e fermentadas nos novos tanques de aço inoxidável da Miolo. Esses novos tanques diferentes dos outros que a empresa possui são mais baixos e de maior diâmetro, o que proporciona maior contato das cascas com o líquido, aumentando assim a extração de cor e taninos. A homogeneização, manual, foi feita pelo sistema francês chamado “Pigeage” que evita o bombeamento do mosto do fundo do tanque para a superfície. A maceração foi prolongada e, após a descuba, cada varietal estagiou separadamente em barricas novas de carvalho francês por aproximadamente 10 meses. Após o estágio foram realizados o corte e o engarrafamento. O vinho apresenta cor violácea com reflexos rubi. No exame olfativo apresentou aromas de frutas vermelhas em conserva, morango, chocolate, especiarias, passas, ameixa e jabuticaba. Seu aroma é intenso e persistente. No exame gustativo, mostrou ter boa estrutura, boa acidez e bons taninos, com presença de madeira. É intenso e persistente, mas deixou a boca árida. É um vinho jovem que necessita de algum tempo para mostrar melhor as suas qualidades. Em nossa prova, realizada na vinícola Miolo em 25 de julho de 2004, o vinho melhorou muito como o passar do tempo. É um vinho de guarda e julgamos que tem estrutura para suportar alguns anos de garrafa. Harmoniza bem com carnes vermelhas, pernil de cordeiro com ervas, embutidos e penso que com um leitão à Bairrada vai fazer sucesso. Deve ser servido à temperatura de 16º à 18º C. Para ser bebido agora requer paciência para que seus aromas abram e evoluam. Não gosto de decantar um vinho jovem como este e sim ir observando sua evolução num copo Bourgogne (balão). (Notas de Antonio Duarte, presidente da ABS-Brasília). Produtor: Vinícola Miolo. Enólogo: Adriano Miolo. Teor alcoólico: 13º. Guarda: 4 a 05 anos. Preço médio no mercado de Brasília: R$ 52,10 (Julho/2004)45
1 Vanira Heck.
2 Fonte: http://vaniraheck.blogspot.com/2005/05/pr-histria-do-vinho.html . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 22:40 h.
3 Qual o sobrenome correto?
4 Fonte: http://br.geocities.com/luiz_erbes/first.html . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 22:50 h.
5 Massiter ou Maister?
6 Fonte:http://icout.blogspot.com/2003/01/histria-do-vinho-no-brasil-as.html . Acessado em: 24 de novembro de 2006. hora: 22:14 h.
7 Fonte:http://www.sogirgs.org.br/Boletim/imigracao.htm . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 22:32 h.
8 Marques virou Marquês?
9 Qual o sobrenome correto?
10 Confunde-se a origem da importação (norte-americana) com a variedade de uva (Isabel).
11 Fonte:http://www.bomdiacomunidade.com.br/index.php?p=lernoticia&area=2&pagina=19&codigo=3111 . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 22:08 h.
12 Fonte: http://www.agavi.com.br/uva/index.html . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 22:30 h.
13 Dal Molin, Naiara. Candiota: Origem e História. Porto Alegre: Tchê!, 1994, pp. 32-33.
14 José Maria Santana. Fonte:http://winexperts.terra.com.br/artigos_detalhes.asp?cod_artigo=44 . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 19:38 h.
15 Era a data de fundação da Estação Agronômica?
16 Quando Fundou? Na verdade, o nome era Estação Agronômica Experimental.
17 Qual a data correta?
18 Citado por PIMENTEL, Fortunato. Aspectos Gerais da Vitivinicultura Rio-Grandense. Porto Alegre: 1950, p. 09.
19 Pesavento, Sandra Jatahy. RS: Agropecuária Colonial & Industrialização. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983, p. 30.
20 Fonte:http://pessoal.portoweb.com.br/pellanda/IMIGRA.htm. Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 23:28 h.
21 Citado por PIMENTEL, Fortunato. Aspectos Gerais da Vitivinicultura Rio-Grandense. Porto Alegre: 1950, pp. 09-10.
22 Pesavento, Sandra Jatahy. RS: Agropecuária Colonial & Industrialização. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983, p. 30.
23 Fonte:http://pessoal.portoweb.com.br/pellanda/IMIGRA.htm. Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 23:28 h.
24 Porta-enxertos (Bacelos). B. Materiais de propagação: i) Propágulos:
a) Bacelos: frações de sarmentos ou de ramos herbáceos de videira enraizadas e não enxertadas, destinadas à plantação de pé-franco ou para utilização como porta-enxertos para uma enxertia;
b) Bacelos enxertados: frações de sarmentos ou de ramos herbáceos de videira ligadas por enxertia, cuja parte subterrânea está enraizada;
ii) Partes de propágulos:
a) Sarmentos: ramos de um ano;
b) Ramos herbáceos: ramos não lenhosos;
c) Estacas para enxertar: frações de sarmentos ou de ramos herbáceos de videira destinadas a formar a parte subterrânea no momento da preparação dos bacelos enxertados;
d) Garfos: frações de sarmentos ou de ramos herbáceos de videira destinadas a formar a parte área no momento da preparação dos bacelos enxertados ou no momento das enxertias no local definitivo;
e) Estacas para enraizar: frações de sarmentos ou de ramos herbáceos de videira destinadas à produção de bacelos.
25 Em 1900 ou em 1896?
26 A ‘Isabel’ é uma das principais cultivares de Vitis labrusca, espécie originária do Sul dos Estados Unidos e de onde foi difundida para outras regiões. Na década de 1850, despertou interesse dos viticultores europeus, devido à resistência ao oídio, doença que naquela época causava enorme prejuízo à viticultura mundial (Grigoletti Jr. & Sônego, 1993). Foi introduzida no Rio Grande do Sul entre 1839 e 1842 por Thomas Maister, através da Ilha dos Marinheiros e, na atualidade, representa aproximadamente 40% de toda a uva produzida no RS. Os principais destinos da uva Isabel são a produção de vinho tinto comum, suco de uva, vinagre, geléias e comercializada como fruta in natura (Zanuz, 1991; Rizzon et al., 2000). A expansão do cultivo com a cv. Isabel deu-se devido à sua fácil adaptação à variabilidade de condições edafoclimáticas, à elevada produtividade, à longevidade e à relativa rusticidade (Zanuz, 1991; Grigoletti Jr. & Sônego, 1993).
27 Seria necessário investigar a fundação da Estação Agronômica, em Porto Alegre. A substituição da variedade Isabel, também mereceria maior investigação. Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-29452004000100024&script=sci_pdf&tlng= Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 21:57 h. A viticultura tornou-se expressiva com a introdução de uvas americanas, particularmente a Isabel. Por onde se expandia, por exuberância, resistência e produtividade, a Isabel ia desestimulando e substituindo os poucos vinhedos de viníferas européias que ainda existiam. Foi entre os anos de 1839 e 1842 que a uva americana - principalmente a Isabel - foi introduzida no Rio Grande do Sul. Teria sido o cidadão gaúcho Marques Lisboa a remeter os bacelos dessa variedade, de Washington, ao comerciante Thomas Messiter, que com eles plantou os primeiros vinhedos na Ilha dos Marinheiros, tornando-se assim o iniciador do cultivo da uva Isabel no Estado. Fonte:http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=32654 . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 22:02 h.
28 TERUCHKIN, Sônia Unikowsky, 1950- As estratégias empresariais para os vinhos finos no Brasil e no Uruguai: uma análise comparada / Sônia Rejane Unikowsky Teruchkin. Porto Alegre: FEE, 2004. 272p. (Teses FEE; n. 07).In:www.fee.tche.br/sitefee/download/teses/teses_fee_07.pdf. Acessado em: 22 de novembro de 2006. Hora: 18:49 h.
29 Quando?
30 Desde o ano de 1896?
31Citado por PIMENTEL, Fortunato. Aspectos Gerais da Vitivinicultura Rio-Grandense. Porto Alegre: 1950, p. 11.
32 Citado por PIMENTEL, Fortunato. Aspectos Gerais da Vitivinicultura Rio-Grandense. Porto Alegre: 1950, p. 12.
33 Cabernet Franc - Cultivar francesa da região de Bordeaux, a 'Cabernet Franc' foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre, por volta de 1900. Fonte:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Uva/UvasViniferasRegioesClimaTemperado/cultivar.htm. Acessado em: 22 de novembro de 2006. Hora: 18:28 h. A uva Cabernet Franc, originária da região de Bordeaux, França, foi introduzida no Rio Grande do Sul através da Estação Agronômica de Porto Alegre na primeira metade do século XX, de onde foi difundida para os municípios da Serra Gaúcha. Fonte: RIZZON, Luiz Antenor; MIELE, Alberto. EVALUATION OF CV. CABERNET FRANC TO ELABORATE RED WINE. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v. 21, n. 02, 2001. Available from:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612001000200022&lng=en&nrm=iso. Access on: 22 Nov 2006. doi: 10.1590/S0101-20612001000200022.Riesling Itálico - A 'Riesling Itálico' é uma cultivar do norte da Itália, onde é cultivada; principalmente em Veneza, Pavia, Udine, Treviso e Bolzano. Foi trazida para o Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre em 1900.
34 Origem do Seival. O povoado teve seu início aproximadamente na metade do século XIX, quando era denominado de Santa Rosa, pelo fato de Santa Rosa de Lima ser a padroeira do lugar. Mais tarde (?), foi mudando o nome do povoado: como havia muita corticeira na região, o local passou a denominar-se Seival. (DAL MOLIN, 1994, p. 28 e p. 32).
35 São Domingos?
36 O Governo do Estado intensificou a distribuição de bacelos das seguintes videiras: Malbech; Riparia; Traminer; Vernaccia branca; Souzão; Riesling do Rheno; Veltiner Roxa; Chasselas branca, rosa e muscatto. O Estado importava da Escola de Cepas, de Neuzaty. (PIMENTEL, Fortunato. Aspectos Gerais da Vitivinicultura Rio-Grandense. Porto Alegre: 1950, p. 22).
37 Estatística do Município de Bagé. Demonstração do Alistamento Federal Procedido em 1905, de acordo com a nova Lei. Mapa nº 10. 1º Distrito – Cidade e Subúrbios; 2º Distrito – Pirahy; 3º Distrito – Olho d’Água; 4º Distrito – Palmas; 5º Distrito – Jaguarão Chico; 6º Distrito – Rio Negro. Bagé. 1º de setembro de 1905. Jorge Reis. Encarregado da Estatística. RELATÓRIO APRESENTADO AO INTENDENTE MUNICIPAL, PELO ENCARREGADO DA SECÇÃO DE ESTATÍSTICA, JORGE REIS, ABRANGENDO O PERÍODO DE 1º DE SETEMBRO DE 1904 À 31 DE AGOSTO DE 1905. In: RELATÓRIO APRESENTADO AO CONSELHO MUNICIPAL DE BAGÉ, EM SESSÃO ORDINÁRIA DE 23 DE OUTUBRO DE 1905, PELO INTENDENTE Dr. AUGUSTO L. DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Bagé: Typographia da Casa Maciel, 1905.
38 São Domingos?
39 Apesar de popularmente as bebidas fermentadas de frutas serem chamadas de vinho, como por exemplo, vinho de kiwi, tecnicamente somente pode ser chamado de vinho à bebida fermentada a partir de uvas. O vinho é uma bebida proveniente da fermentação do sumo de frutas ou plantas. O mais conhecido, claro, é o vinho de uvas, bebida produzida e consumida em diversas partes do mundo e que alcançou alto nível de sofisticação. Mas existem também outros tipos de bebidas fermentadas similares ao vinho, como o de cajá, cacau, jabuticaba e cupuaçu. Outras bebidas fermentadas (sidra, perada, hidromel, por exemplo).
40 O Hectolitro é uma unidade de capacidade relativa a cem litros.
41 José Maria Santana (5/6/2003). Fonte:http://winexperts.terra.com.br/artigos_detalhes.asp?cod_artigo=44 . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 19:38 h.
43 José Maria Santana (5/6/2003). Fonte:http://winexperts.terra.com.br/artigos_detalhes.asp?cod_artigo=44 . Acessado em: 24 de novembro de 2006. Hora: 19:38 h.
44 Vanessa Lins. Publicado em 08 de julho de 2005.

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