Páginas

Translate

mapa

translator

contador

ClustrMaps

ENOBLOGS

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ALGUMAS AFIRMAÇÕES SOBRE OS ÍNDIOS QUE HABITARAM A FRONTEIRA

Introdução

Sempre é interessante lembrar algumas afirmações sobre os índios que habitaram a fronteira, para fazer comparação, cotejamento, com outras fontes, outras interpretações. No caso, por exemplo, de Docca (1954), tantos minuanos, como charruas, assim como os chanas, tinham a mesma identidade cultural, o que não parece ser verdade, pelos estudos atuais. Por outro lado, Na visão de Lamberty (1991), Tape era um “País”. O que é “País”? Pode-se interpretar a região do Tape como um “País”? Não seria por demais uma visão eurocentrista? Para Lessa (1985), existia uma “Nação” Güenoa. Mas, com perdão da palavra, então os guenoas eram a grande família indígena, dominante, da fronteira? Para Vellinho (1964), as Missões Jesuíticas eram uma verdadeira “clausura” para os guaranis. Bem, diga-se que poderia ser uma exagero, uma certa ironia, imaginar um índio enclausurado; que quer dizer o que, mesmo?

DOCCA , E. F. de Souza. História do Rio Grande do Sul. Simões. Rio. 1954. p.78: Minuano — "Sendo como os charruas uma tribo da nação Chaná, tinham os mesmos hábitos e caracteres físicos daqueles, dos quais foram aliados constantes".

LAMBERTY, Salvador Ferrando. ABC do Tradicionalismo Gaúcho. Martins. Porto Alegre. 1991. p.11: O Índio — "A grande nação indígena, que habitava nossas terras, formava grupos distribuídos pelas regiões. [...] A nação indígena permaneceu soberana até 1626, quando da chegada dos espanhóis à terra dos guaranis ou País do Tape, como chamaram os europeus".

LESSA, Luiz Carlos Barbosa. Aspectos da Sociedade Gaúcha. Proletra. Porto Alegre. 1985. p.8: Os Índios e as Vacarias — "Nas planícies entre a Lagoa Mirim, pontas do Rio Negro e rio Ibicuí os primeiros desbravadores encontraram tribos errantes, da nação güenoa — minuanos, charruas, jaros, etc."

VELLINHO, Moysés. “Formação Histórica do Gaúcho Rio-Grandense”, em Rio Grande do Sul Terra e Povo. Globo. Porto Alegre. 1964. p.34: “Fora da clausura missioneira, vagavam primitivamente tribos de outras nações nativas, mas quando o Rio Grande entrou a crescer como fração do Império português, estavam elas já muito rarefeitas, chegando algumas até o completo desaparecimento”. (ZATTI, Carlos. “Nações Indígenas”. 29 de Julho de 2008 – 01h:06min:10. Fonte: http://www.estadomsnews.com.br/categorias/ver.php?id_materia=Mzc1OQ== . Acessado em: 27 de agosto de 2008. Hora: 20:00 h).

Nenhum comentário: